PENA PARA MAGISTRADOS

CNJ vota novas penas para juízes, incluindo perda do cargo

Fachada do Conselho Nacional de Justiça em Brasília.
Sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em Brasília.

Conselho Nacional de Justiça (CNJ) define regras disciplinares e pode determinar perda do cargo em caso de negligência ou conduta incompatível. Decisões impactam todo o Poder Judiciário.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) definiu nesta terça-feira, 23 de junho de 2026, novas regras sobre as sanções disciplinares aplicáveis a magistrados. A decisão, tomada em Brasília, é uma resposta à determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) de considerar a perda do cargo como a punição máxima para juízes em determinadas circunstâncias. A alteração se faz necessária após a Emenda Constitucional nº 103/2019 ter retirado a aposentadoria compulsória do rol de sanções disciplinares previstas na Constituição Federal para magistrados.

O novo regimento interno do CNJ, a ser atualizado por meio de resolução, estabelece um leque de penalidades que incluem advertência, censura, remoção compulsória, disponibilidade, disponibilidade com proposta de perda do cargo e demissão para juízes não vitalícios. A penalidade de disponibilidade com proposta de perda do cargo será aplicada a magistrados que demonstrarem negligência ou conduta incompatível com a dignidade e o decoro exigidos pelo cargo.

As novas normas também visam coibir o comportamento inadequado ao bom desempenho do Poder Judiciário, o recebimento indevido de valores referentes a custas processuais e a dedicação a atividades político-partidárias, que passarão a sujeitar os magistrados a sanções.

Além do escrutínio sobre as condutas de magistrados, a pauta da 10ª Sessão Ordinária de 2026 do CNJ abordou a análise de 16 processos e a regulamentação da atuação de crianças e adolescentes como influenciadores digitais. Foram definidos parâmetros para a concessão de autorização judicial a menores de idade que participam de atividades artísticas ou publicitárias em plataformas digitais, buscando proteger os direitos e a dignidade dos jovens.

As decisões tomadas pelo CNJ nesta terça-feira têm validade para todo o sistema judiciário nacional, reforçando a busca por integridade e ética no exercício da função pública.

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