DISPUTA EM MG
Cenário eleitoral em Minas Gerais coloca Cleitinho e Eduardo Cunha em rota de colisão
Possível candidatura de Cleitinho ao Palácio da Liberdade ameaça planos de Eduardo Cunha, enquanto articulações nacionais no Republicanos ganham novos contornos.
A corrida eleitoral em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do País, revela um impasse estratégico que pode comprometer candidaturas de peso no cenário político estadual. A viabilidade de uma candidatura ao Palácio da Liberdade envolvendo o senador Cleitinho é o fator central que coloca em xeque a estratégia do ex-deputado federal Eduardo Cunha.
Cunha, que buscou transferir seu título eleitoral para MG com o apoio do PP, visa uma vaga na Câmara Federal. Contudo, a estratégia está atrelada à neutralidade de Cleitinho. Caso o Republicanos oficialize o nome do senador para o Governo, analistas preveem que Cleitinho poderá questionar publicamente a legitimidade de um político fluminense em busca de mandato mineiro. A instabilidade é reforçada pelo papel de Gleidson Azevedo, ex-prefeito de Divinópolis e irmão do senador, cujas chances eleitorais dependem diretamente dessa aliança.
Enquanto o cenário mineiro se desenha, o xadrez nacional do Republicanos também enfrenta mudanças. Com a derrocada da candidatura de Tereza Cristina, o presidenciável Flávio Bolsonaro pode anunciar em breve o nome que ocupará a vice em sua chapa. Entre os cotados estão Damares Alves e Marcos Pontes, ambos senadores fiéis ao ex-presidente e com forte capital político.
Em outras esferas, a política nacional também é marcada por polêmicas. Um inquérito da PF, recentemente tornado público pelo STF, aponta um repasse de R$ 3.025.630,15 do Banco Master para a banca de advocacia do procurador Eugênio Kruschewski. O advogado afirma que os valores se referem a honorários contratuais regulares no âmbito do caso Jaques Wagner.
Paralelamente, o Ministério da Cultura enfrenta questionamentos sobre a liberação de R$ 6 milhões para o projeto “Cultura sobre rodas”. A servidora Joelma de Oliveira Gonzaga assinou a autorização para uma entidade ligada a um ex-vendedor de açaí, sem que houvesse chamamento público ou contrapartida financeira clara até o momento.
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