DISPUTA EM MG

Cenário eleitoral em Minas Gerais coloca Cleitinho e Eduardo Cunha em rota de colisão

Foto composta destacando o mapa de Minas Gerais e o clima de disputa eleitoral.
Cenário político em Minas Gerais se intensifica com articulações para as eleições 2026.

Possível candidatura de Cleitinho ao Palácio da Liberdade ameaça planos de Eduardo Cunha, enquanto articulações nacionais no Republicanos ganham novos contornos.

A corrida eleitoral em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do País, revela um impasse estratégico que pode comprometer candidaturas de peso no cenário político estadual. A viabilidade de uma candidatura ao Palácio da Liberdade envolvendo o senador Cleitinho é o fator central que coloca em xeque a estratégia do ex-deputado federal Eduardo Cunha.

Cunha, que buscou transferir seu título eleitoral para MG com o apoio do PP, visa uma vaga na Câmara Federal. Contudo, a estratégia está atrelada à neutralidade de Cleitinho. Caso o Republicanos oficialize o nome do senador para o Governo, analistas preveem que Cleitinho poderá questionar publicamente a legitimidade de um político fluminense em busca de mandato mineiro. A instabilidade é reforçada pelo papel de Gleidson Azevedo, ex-prefeito de Divinópolis e irmão do senador, cujas chances eleitorais dependem diretamente dessa aliança.

Enquanto o cenário mineiro se desenha, o xadrez nacional do Republicanos também enfrenta mudanças. Com a derrocada da candidatura de Tereza Cristina, o presidenciável Flávio Bolsonaro pode anunciar em breve o nome que ocupará a vice em sua chapa. Entre os cotados estão Damares Alves e Marcos Pontes, ambos senadores fiéis ao ex-presidente e com forte capital político.

Em outras esferas, a política nacional também é marcada por polêmicas. Um inquérito da PF, recentemente tornado público pelo STF, aponta um repasse de R$ 3.025.630,15 do Banco Master para a banca de advocacia do procurador Eugênio Kruschewski. O advogado afirma que os valores se referem a honorários contratuais regulares no âmbito do caso Jaques Wagner.

Paralelamente, o Ministério da Cultura enfrenta questionamentos sobre a liberação de R$ 6 milhões para o projeto “Cultura sobre rodas”. A servidora Joelma de Oliveira Gonzaga assinou a autorização para uma entidade ligada a um ex-vendedor de açaí, sem que houvesse chamamento público ou contrapartida financeira clara até o momento.

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