SEGURANÇA JUDICIÁRIA NACIONAL
Cem magistrados enfrentam ameaças do crime organizado no Brasil
O presidente do STF, Edson Fachin, revelou que 79 juízes brasileiros dependem de escolta e proteção constante devido à atuação direta contra facções criminosas.
Cem magistrados brasileiros que atuam no combate ao crime organizado estão sob risco iminente de retaliação, exigindo medidas urgentes de segurança para preservar a independência judicial e a vida desses servidores. A revelação foi feita pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, nesta sexta-feira, 10/07/2026, durante a instalação de novas Varas Estaduais especializadas em Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
Do grupo sob ameaça, 79 magistrados já contam com esquemas ativos de proteção. O cenário de vulnerabilidade, contudo, transcende a segurança física: Fachin alertou para o crescimento de ataques cibernéticos, exposição de dados pessoais e campanhas de perseguição digital orquestradas, que visam silenciar quem decide contra as facções.
A tensão que paira sobre o Judiciário afeta diretamente a dignidade do servidor, que muitas vezes vê sua vida social e a de sua família restringidas em razão da função. A proteção contra o crime organizado, embora amparada por leis recentes sancionadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), esbarra em limitações orçamentárias. Como pontuou o desembargador Edison Brandão, diretor de Segurança de Magistrados da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a proteção é essencial, mas a escassez de recursos dificulta a manutenção de estruturas completas, como blindagens e escoltas permanentes.
O desafio atual envolve não apenas a logística da segurança, mas o enfrentamento a um sistema que busca desestabilizar o Estado de Direito Democrático. Enquanto o TJ-SP e outras cortes discutem modelos como o de “juízes sem rosto” para minimizar a exposição pessoal, a rede de proteção permanece como o único baluarte contra o avanço das organizações criminosas no país.
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