PRISÃO INTERNACIONAL

Casal condenado por tortura em clínica de Ribeirão Preto é preso em Portugal

Imagem ilustrativa sobre a prisão de casal condenado por tortura em clínica de reabilitação.
Entenda por que casal condenado por tortura em clínica se mudou legalmente para Portugal

Após anos de vida profissional estabelecida na Europa, Djalma Antônio Henares Júnior e Marluci Cabrera Bellini Henares aguardam extradição para cumprir pena de 17 anos.

Djalma Antônio Henares Júnior e Marluci Cabrera Bellini Henares foram detidos em território português após a condenação definitiva por crimes de tortura ocorridos em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos em Ribeirão Preto (SP). A decisão judicial, que impõe o cumprimento de 17 anos e seis meses de prisão em regime fechado, motivou a inclusão dos nomes do casal na Difusão Vermelha da Interpol.

As prisões ocorreram em julho deste ano, com Djalma sendo detido no dia 9, na Amadora, região de Lisboa, e Marluci capturada no dia 17, na ilha de São Miguel, nos Açores. A medida é definitiva e marca o fim de um período em que ambos viveram legalmente em Portugal, para onde se mudaram em 2017, durante o início da ação penal, beneficiados pela negativa de prisões preventivas pela Justiça brasileira na ocasião.

O caso, que envolve relatos de 24 ex-internos submetidos a agressões físicas, violência sexual e castigos psicológicos, ganha agora um desdobramento internacional. O Ministério Público de Ribeirão Preto formalizou o pedido de extradição para garantir que o casal responda pela gravidade dos danos causados à integridade física e psicológica das vítimas.

Durante o tempo em que residiram no exterior, os condenados integraram-se à rotina local. Djalma atuou como psicólogo em ambiente escolar, sendo membro efetivo da Ordem dos Psicólogos de Portugal, além de instrutor de Jiu-Jitsu e escritor. Marluci, que possui formação jurídica, destacou-se em sua comunidade como professora de zumba. Apesar da nova vida construída, a Justiça brasileira agora busca a aplicação da pena pelo sofrimento imposto aos pacientes da clínica.

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