CRISSE NA SUCESSÃO

STF avalia modelo de eleição para governo do Rio de Janeiro

Fachada do Palácio Guanabara, sede do governo do estado do Rio de Janeiro.
Palácio Guanabara, no Rio — Foto: Reprodução/TV Globo

O STF decide se o próximo governador será escolhido pelo voto popular ou pela Assembleia Legislativa em um cenário de indefinição política.

O Supremo Tribunal Federal (STF) discute o rito que definirá quem comandará o executivo estadual do Rio de Janeiro. A corte analisa se a escolha para o mandato-tampão deve ocorrer por meio de voto popular direto ou através de votação realizada pela Assembleia Legislativa, em um processo fundamental para a estabilidade democrática do estado.

O julgamento pode ser retomado nesta quarta-feira (19), conforme previsão da pauta. A definição sobre como o Rio de Janeiro escolherá seu novo representante importa para assegurar que a governabilidade respeite a soberania do eleitor ou os trâmites institucionais previstos para vacâncias sucessórias. Atualmente, o governo fluminense é ocupado de forma interina pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, que permanece no cargo até que o STF finalize sua decisão sobre o modelo do pleito.

A controvérsia jurídica iniciou em abril, quando o ministro Flávio Dino solicitou vista dos autos. O magistrado busca aprofundar a análise sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tornou o ex-governador Cláudio Castro inelegível após constatação de abuso de poder político e econômico no pleito de 2022. O cenário de vacância foi agravado pelas saídas do vice-governador, Thiago Pampolha, e do então presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, este último alvo de cassação pelo TSE e detenção em março.

O plenário do STF analisa duas ações movidas pelo PSD. A legenda sustenta que a renúncia de Cláudio Castro, oficializada momentos antes do julgamento que selaria sua inelegibilidade, configurou um estratagema para perpetuar o grupo político no poder via eleições indiretas.

Até o momento, o placar aponta quatro votos favoráveis ao modelo de eleição indireta, proferidos pelos ministros Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia. Em divergência, o ministro Cristiano Zanin manifestou-se pela realização de eleições diretas. A decisão final ainda depende do voto dos outros cinco ministros que compõem o colegiado. Existe a possibilidade técnica de novos pedidos de vista, o que postergaria o desfecho da demanda.

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