ALERTA SILENCIOSO

Cardiologista da Rede Total Care adverte sobre hipertensão em jovens

Cardiologista da Rede Total Care adverte sobre hipertensão em jovens

Dia Mundial da Hipertensão, neste domingo, 17 de maio de 2026, destaca o avanço da doença entre adolescentes e jovens adultos. Estudo revela que 7,3% dos jovens estadunidenses já são hipertensos.

A saúde dos jovens brasileiros enfrenta um desafio crescente: a hipertensão, uma condição silenciosa que, antes predominante em adultos, agora afeta adolescentes e jovens adultos. Neste domingo, 17 de maio de 2026, Dia Mundial da Hipertensão, a comunidade médica, por meio de especialistas como Felipe Malafaia, coordenador de cardiologia da Rede Total Care, reforça a urgência de identificar e combater o avanço da doença. A preocupação central é o impacto devastador dessa condição, que pode levar a sérios problemas de saúde e comprometer a qualidade de vida desde cedo, transformando hábitos de vida modernos nos grandes vilões dessa estatística alarmante. Após a análise da National Health and Nutrition Examination Survey, a situação nos Estados Unidos já inspira cautela: 7,3% dos indivíduos entre 18 e 39 anos já convivem com hipertensão, e outros 26,9% apresentam pressão elevada. No Brasil, o cenário é igualmente preocupante, com um em cada quatro adultos lidando com a condição, um reflexo direto da necessidade de atenção precoce. O cardiologista Felipe Malafaia enfatizou à CNN Brasil a importância crucial de identificar a hipertensão em todas as faixas etárias, devido à sua natureza sorrateira. “Os sintomas da hipertensão geralmente são inexistentes na maior parte dos casos. Quando aparecem, costumam ser inespecíficos, como sensação de peso na cabeça, cefaleia leve e episódios de vertigem. No entanto, é importante destacar que esses sinais também podem estar associados a diversas outras condições clínicas e, por isso, não são exclusivos da hipertensão”, avaliou o especialista, ressaltando que a ausência de dor não significa ausência de risco.

É possível prevenir o problema nos jovens?

A prevenção da hipertensão em jovens é um tema complexo, conforme explicou Malafaia. Ele detalhou que a condição pode ter diversas origens. “Quando falamos de hipertensão em jovens e adolescentes, é importante excluir outras causas, que nós chamamos de hipertensão secundária, que podem estar relacionadas a alterações hormonais ou vasculares e precisam ser avaliadas por um profissional especializado”, alertou. Para os casos de hipertensão primária, mais comum e sem ligação com essas alterações, o comportamento dos jovens se assemelha ao da população adulta. “Nesses casos, mudanças no estilo de vida, como combate ao sedentarismo, controle da obesidade e melhora da alimentação, podem ajudar no controle e até na reversão do quadro. Mas essa população, especialmente, nós precisamos descartar as outras causas que são mais prevalentes nesse contexto”, completou o cardiologista. Malafaia destacou que o estilo de vida contemporâneo, marcado pelo sedentarismo e pelo consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, ricos em sódio, é um grande impulsionador da doença em idades precoces. “O aumento dos casos de hipertensão entre jovens reflete diretamente as mudanças no estilo de vida observadas nos últimos anos. A população está cada vez mais sedentária e exposta a uma alimentação inadequada, especialmente ao consumo de alimentos ultraprocessados, que possuem altos níveis de sódio devido aos processos de conservação e armazenamento”, observou. Ele reiterou a gravidade da situação: “Essa exposição precoce a fatores de risco contribui para o crescimento da incidência da hipertensão em faixas etárias mais jovens e acende um alerta importante sobre os hábitos de vida adotados atualmente, que impactam diretamente a longevidade e a qualidade de vida.”

Hipertensão e obesidade

A relação entre obesidade e hipertensão é quase intrínseca, segundo Felipe Malafaia. “De forma geral, quanto maior o Índice de Massa Corporal (IMC), maior a tendência de desenvolvimento da hipertensão”, afirmou. Estudos apontam que a perda de peso pode ser uma ferramenta poderosa no controle da pressão arterial, com uma redução média de até 8 mmHg a cada 10 quilos eliminados. Contudo, essa relação pode variar individualmente, já que outros fatores também influenciam o quadro clínico. “Mesmo assim, a correlação entre obesidade e hipertensão é bem estabelecida e reforça a importância do controle do peso na prevenção cardiovascular”, concluiu. Embora a história familiar seja um dos fatores de risco, ela não é determinante em todos os casos de hipertensão, conforme alertou Malafaia. “A eliminação dos demais fatores, como obesidade, sedentarismo, uma dieta inadequada e estresse excessivo, pode sim eliminar a hipertensão e, eventualmente, suspender a medicação de pacientes que já têm um diagnóstico”, pontuou. No entanto, o processo natural de envelhecimento também tende a elevar a pressão arterial, adicionando mais um nível de complexidade à prevenção e ao tratamento.

Como identificar a hipertensão?

Para identificar a hipertensão precocemente e tomar medidas preventivas, o cardiologista recomenda uma série de avaliações regulares:
  • Aferição da pressão arterial com regularidade
  • Avaliação de colesterol e triglicérides
  • Glicemia em jejum
  • Índice de Massa Corporal e circunferência abdominal
  • Avaliação de hábitos de vida, como sono, alimentação e atividade física
  • Eletrocardiograma, quando indicado pelo médico

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário