CIÊNCIA SEM BARREIRAS

Capes lança edital inédito com 300 bolsas de pós-doutorado para mães pesquisadoras

Fachada do prédio da Capes.
Sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em Brasília.

Programa Aurora visa garantir continuidade na carreira acadêmica de mulheres durante a maternidade e ampliar a permanência feminina na ciência. Investimento previsto é de R$ 37,4 milhões.

{"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"Em uma iniciativa inédita no Brasil, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) abriu inscrições para o programa Aurora. A decisão, tomada visando combater o "efeito tesoura" na carreira acadêmica feminina, oferecerá até 300 bolsas de pós-doutorado para mães pesquisadoras. O programa importa porque busca garantir a continuidade na trajetória científica de mulheres durante a maternidade e ampliar sua permanência na ciência, um passo fundamental para a equidade de gênero no meio acadêmico. Nesta sábado, 23/05/2026, a Capes anunciou a abertura do edital que oferece bolsas no valor de R$ 5.200 mensais, com duração de dois anos. O investimento total previsto é de R$ 37,4 milhões."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"As inscrições para o programa Aurora estão abertas até o dia 5 de junho e devem ser realizadas diretamente no portal da Capes/MEC, conforme informações divulgadas pela Folha de S.Paulo. O edital foi pensado para atender professoras grávidas a partir do segundo trimestre de gestação, mães de crianças com até dois anos de idade, e mulheres que tenham formalizado a adoção ou guarda para fins de adoção nos dois anos anteriores à data de inscrição. Para casos de mães de filhos com deficiência, não haverá limite de idade para a criança, assegurando o apoio necessário."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Para concorrer a uma das bolsas, é imprescindível que a candidata seja professora vinculada a programas de pós-graduação stricto sensu reconhecidos pela Capes. O edital também estabelece critérios rigorosos de inclusão para garantir a diversidade e o acesso equitativo. Pelo menos 30% das bolsas serão destinadas a proponentes autodeclaradas pretas, pardas, indígenas e quilombolas, fortalecendo a representatividade desses grupos. Adicionalmente, um mínimo de 10% das bolsas deverá ser direcionado a candidatas com deficiência ou transtorno do neurodesenvolvimento, promovendo um ambiente acadêmico mais inclusivo e acessível."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, destacou que a iniciativa Aurora é uma resposta direta ao "efeito tesoura", fenômeno que observa a diminuição da presença feminina nos níveis mais elevados da carreira científica. "A proposta é evitar o afastamento das pesquisadoras do ambiente acadêmico durante a maternidade e impedir que mulheres sejam excluídas do mercado de trabalho científico", explicou Carvalho, ressaltando o compromisso da Capes em apoiar e reter talentos femininos na ciência brasileira."}}]}

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