ALERTA DE SAÚDE

Câncer de bexiga: mais de 26 mil brasileiros mortos entre 2021 e 2025

Ilustração médica do sistema urinário humano em destaque.
Ilustração representando o sistema urinário humano.

Sociedade Brasileira de Urologia (SBU-RN) lança campanha para alertar sobre a doença e a importância da detecção precoce após dados alarmantes de mortalidade.

A Sociedade Brasileira de Urologia do Rio Grande do Norte (SBU-RN) iniciou uma campanha de conscientização em julho para alertar sobre o impacto do câncer de bexiga no Brasil. A ação surge após a divulgação de dados alarmantes do Painel de Monitoramento da Mortalidade do Ministério da Saúde, que registrou 26.337 mortes pela doença entre 2021 e 2025. A campanha busca incentivar a prevenção e o diagnóstico precoce, medidas cruciais diante do cenário de aumento contínuo da mortalidade nos últimos anos.

Os números revelam uma trajetória preocupante: 4.929 óbitos em 2021, 5.119 em 2022, 5.252 em 2023, 5.483 em 2024 e 5.554 mortes em 2025. Essa escalada reforça a urgência de ações informativas e preventivas, pois a identificação da enfermidade em seus estágios iniciais é um fator determinante para o sucesso do tratamento, salvando vidas e preservando a dignidade dos pacientes.

O câncer de bexiga, por vezes, pode não manifestar sintomas em suas fases iniciais, o que torna as consultas médicas periódicas e os exames preventivos, mesmo na ausência de sinais aparentes, um ato de autocuidado indispensável. A Sociedade Brasileira de Urologia do Rio Grande do Norte (SBU-RN) enfatiza que o tabagismo permanece como o principal vilão, mas outros fatores de risco também merecem atenção.

Entre os fatores de risco, além do tabagismo ativo e passivo, estão o envelhecimento, histórico familiar, exposição a substâncias químicas no ambiente de trabalho, uso de certos medicamentos e suplementos, além de uma maior incidência entre homens, pessoas brancas e em idade avançada. Essas variáveis, algumas não modificáveis, destacam a necessidade de um olhar atento e de políticas de saúde pública direcionadas.

O urologista Pedro Sales, presidente da SBU-RN, detalha o mecanismo pelo qual o cigarro afeta a bexiga: as substâncias cancerígenas, filtradas pelos rins e excretadas na urina, permanecem em contato prolongado com a parede do órgão, provocando mutações celulares. "Abandonar o tabagismo é uma das principais formas de prevenção", afirma, ressaltando que o estilo de vida, historicamente mais exposto ao cigarro e a ambientes de risco por parte do público masculino, também contribui para a incidência da doença.

Mudanças comportamentais são poderosas aliadas na redução de riscos. Especialistas recomendam não fumar, cultivar uma alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos regularmente e buscar acompanhamento médico contínuo. A atenção a qualquer alteração urinária e a busca por avaliação especializada são passos fundamentais para a detecção precoce.

A campanha da SBU-RN, que se estende por julho, visa ampliar o conhecimento da sociedade sobre o câncer de bexiga, sublinhando que o diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença para o sucesso do tratamento e para a qualidade de vida do indivíduo. O acompanhamento médico preventivo ao longo da vida, independentemente da presença de sintomas, é o recado final, pois quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de recuperação.

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