GREVE DE CAMINHONEIROS

Caminhoneiros do RN iniciam greve e bloqueiam BR-101 em Parnamirim

Caminhoneiros protestando e bloqueando a rodovia BR-101.
Caminhoneiros do Rio Grande do Norte protestam e bloqueiam a BR-101.

Paralisação foi convocada pelo Sintrocern após impasse em negociações salariais. Apenas 40% das atividades de carga seguem liberadas.

A falta de acordo em negociações salariais levou caminhoneiros do Rio Grande do Norte a iniciar uma greve nesta segunda-feira, 25 de maio de 2026. A decisão, comunicada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Cargas no Estado do Rio Grande do Norte (Sintrocern), resultou na interdição de trechos da BR-101, próximo ao viaduto de Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal. O movimento impacta diretamente o fluxo de mercadorias e a rotina de trabalhadores do setor, levantando preocupações sobre a dignidade e o sustento de famílias que dependem da atividade.

A paralisação foi deflagrada após uma audiência de conciliação, realizada na última quinta-feira, 21 de maio de 2026, no Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN), terminar sem um consenso entre os rodoviários e os representantes patronais. Segundo o Sintrocern, não há previsão para o fim da mobilização até que uma proposta satisfatória seja apresentada pelo setor empregador.

Apesar da interrupção das atividades, o acordo estabelecido prevê a manutenção de, no mínimo, 40% dos serviços da categoria. Ficam liberados os transportes de carga viva, medicamentos, oxigênio e insumos hospitalares, garantindo a circulação essencial para a saúde e o bem-estar da população.

Nas negociações salariais, as empresas ofereceram um reajuste de 4,11%, distante da reivindicação inicial dos caminhoneiros, que buscavam um aumento de 16%. Após mediação, a categoria acenou com a possibilidade de aceitar 7% de reajuste, condicionando a discussão de outras cláusulas da convenção coletiva a um momento posterior.

Os representantes das transportadoras, contudo, solicitaram um prazo de aproximadamente 20 dias para analisar a nova proposta, que envolverá consulta às empresas em assembleia. A decisão final ainda está em suspenso.

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