DECISÃO CRUCIAL

Câmara dos Deputados aprova nova versão de projeto que criminaliza misoginia com punição mais rígida na internet

Deputada Tabata Amaral em uma coletiva de imprensa.
Deputada Tabata Amaral apresentou nova versão do projeto que criminaliza misoginia.

Texto apresentado pela deputada Tabata Amaral equipara misoginia ao crime de racismo, prevendo penas de 2 a 5 anos de reclusão e multa. A proposta também visa combater discursos de ódio online com a suspensão de perfis.

A Câmara dos Deputados avança na criminalização da misoginia com uma nova versão do Projeto de Lei 896/23, apresentada pela relatora Tabata Amaral (PSB-SP). A decisão, tomada nesta quarta-feira, 10 de junho de 2026, busca equiparar a misoginia ao crime de racismo, resultando em punições mais severas e protegendo a dignidade de mulheres contra formas de violência, inclusive no ambiente digital. O projeto, que pode ser votado pelo plenário ainda neste mês, é um marco importante na luta contra discursos de ódio e discriminação. O novo relatório estabelece pena de 2 a 5 anos de reclusão e multa, alterando a definição do crime de "ódio" e "aversão" para "menosprezo ou discriminação" contra a mulher. Essa mudança busca abranger com mais clareza situações de vulnerabilidade e preconceito. Uma das inovações mais significativas é o combate à misoginia no ambiente digital. O projeto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais que divulguem conteúdos ilícitos relacionados ao crime. A medida visa frear a disseminação de discursos de ódio e conteúdos que incitem violência contra mulheres, garantindo um ambiente online mais seguro. O texto também contempla agravantes para casos cometidos contra crianças, adolescentes, idosos ou pessoas com deficiência, reconhecendo a necessidade de proteção especial para grupos mais vulneráveis. A deputada Tabata Amaral ressaltou que a proposta atualiza a legislação para enfrentar as novas formas de violência que emergem no espaço virtual. A proposta segue em tramitação e ainda pode receber ajustes até 16 de junho, data prevista para votação no grupo de trabalho. Posteriormente, o texto será analisado pelo Colégio de Líderes e, por fim, pelo plenário da Câmara dos Deputados.

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