AUMENTA COOPERAÇÃO BILATERAL

Brasil e EUA intensificam negociações para comércio e segurança

Representantes comerciais de Brasil e Estados Unidos apertando as mãos.
Ministros de Brasil e EUA se reúnem para discutir avanços comerciais e cooperação.

Encontros entre ministros do Mdic e Fazenda buscam consolidar agenda entre Lula e Trump para fortalecer laços econômicos e segurança.

O Brasil e os Estados Unidos intensificaram, nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, as negociações sobre tarifas comerciais, em um esforço para dar prosseguimento à agenda bilateral estabelecida pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump em 7 de maio de 2026. Representantes de alto nível de ambos os países se reuniram virtualmente e presencialmente, buscando soluções que podem fortalecer as relações econômicas e impactar diretamente a sociedade, além de combater o crime organizado transnacional.

Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos, confirmou o encontro virtual em uma publicação na plataforma X, na terça-feira, 19 de maio de 2026. Ele saudou o "engajamento construtivo do Brasil para progredir em questões comerciais" e expressou expectativa por "discussões contínuas", evidenciando o clima de colaboração mútua.

As discussões em andamento integram as ações do Grupo de Trabalho (GT) criado especificamente por Brasil e Estados Unidos para abordar questões tarifárias. A intenção inicial era que os debates começassem logo após o encontro presidencial entre Lula e Trump, mas a agenda foi postergada devido à visita do republicano à China.

Em entrevista à CNN Brasil, concedida antes de sua reunião com Greer na terça-feira, 19 de maio de 2026, Márcio Elias Rosa, ministro do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio), defendeu o progresso alcançado com a formação do GT. O ministro reiterou a postura do Planalto, enfatizando que as deliberações agora ocorrem em uma esfera com real capacidade de decisão, o que representa um avanço significativo para as tratativas comerciais.

Ele explicou que, anteriormente, as equipes técnicas debatiam os fundamentos da Seção 301, focadas na redução de tarifas, mas careciam de poder decisório. "Ontem, ao contrário, o processo avançou, porque ambos [os negociadores] têm poder", afirmou o ministro, sublinhando a nova dinâmica das conversas.

Apesar do otimismo, o Planalto avalia que um acordo definitivo só será alcançado se o Brasil apresentar alguma forma de concessão aos Estados Unidos, indicando que as negociações ainda exigirão flexibilidade de ambas as partes.

Paralelamente, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, encontrou-se com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, em Paris, aproveitando as reuniões do G7 de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais.

Durigan também utilizou as redes sociais, na terça-feira, 19 de maio de 2026, para informar que o diálogo abordou avanços no comércio bilateral, os impactos econômicos do conflito no Estreito de Ormuz e as respostas adotadas por ambas as nações.

Ele complementou, destacando o "acordo para avançar na formalização de um mecanismo de cooperação entre a Receita e a alfândega americana (CBP)". O objetivo é "enfrentar com inteligência transnacional o crime organizado, focado na repressão ao tráfico de armas e drogas que se infiltra por vias comerciais", ressaltando o compromisso conjunto com a segurança e a integridade do comércio.

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