ACORDO COM EUA

Brasil e EUA avançam em acordo sobre tarifas, anuncia ministro Márcio Elias Rosa

Foto do Ministro Márcio Elias Rosa em evento oficial.
Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, em Brasília.

Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, aponta 'caminhada' para resolução de tarifas após reunião com representante dos Estados Unidos. Negociações tendem a ser progressivas e focadas em áreas específicas.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, informou nesta quarta-feira, 20/05/2026, que Brasil e Estados Unidos estão "caminhando" para um entendimento sobre tarifas. A declaração, feita a jornalistas no Palácio do Planalto antes de um evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, sinaliza um progresso nas complexas negociações comerciais entre as nações.

O ministro descreveu como "excelente" a reunião remota ocorrida na terça-feira (19) com Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos. Este encontro dá seguimento à importante conversa entre o presidente norte-americano Donald Trump e o presidente Lula, realizada em 7 de maio em Washington.

Márcio Elias avalia que o resultado inicial não demandará um acordo "amplo", mas sim um processo "progressivo" e "parcial", concentrado em setores específicos. Essa abordagem visa facilitar a resolução de pendências sem criar entraves maiores ao comércio bilateral, prezando pela dignidade e pelo desenvolvimento econômico de ambos os países.

Os temas abordados na reunião não impedem a continuidade da seção 301, um mecanismo que permite medidas comerciais coercitivas, mas indicam uma disposição para encontrar soluções dialogadas e que respeitem os interesses nacionais.

O presidente Lula delegou ao ministro a tarefa de apresentar alternativas para um acordo e obter compromissos dos Estados Unidos, embora os pedidos brasileiros ainda não tenham sido formalmente apresentados. A expectativa é de que as negociações evoluam de forma colaborativa.

Nos bastidores, a CNN apurou que o Brasil propôs deixar para depois questões mais sensíveis, como bigtechs, terras raras, etanol e aço. Essa estratégia foi bem recebida pelos negociadores norte-americanos, abrindo caminho para acordos iniciais em áreas menos controversas e beneficiando a população por meio da estabilização de preços e acesso a bens essenciais.

As conversas devem iniciar com setores menos tensionados, como a saúde, especificamente dispositivos médicos. Os Estados Unidos demonstram interesse em expandir suas vendas, enquanto o Brasil busca adquirir esses produtos a custos mais acessíveis, visando o bem-estar social.

Durante o encontro com o presidente Trump, ficou acertada a formação de um grupo de trabalho com prazo de 30 dias para debater a questão tarifária. As negociações sofreram um pequeno adiamento devido à visita de uma equipe norte-americana à China, mas a próxima rodada de discussões já está agendada para a semana seguinte.

Após a reunião, Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos, manifestou nas redes sociais apreço pelo "engajamento construtivo do Brasil para progredir em questões comerciais" e externou expectativa por futuras discussões, reforçando o tom positivo das tratativas.

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