GEOPOLÍTICA ABALA MERCADOS
Bolsas de NY recuam pressionadas por tensões no Estreito de Ormuz
A instabilidade no Oriente Médio e a escalada de preços do petróleo impulsionaram a aversão ao risco, penalizando setores de tecnologia e finanças em 14/07/2026.
A instabilidade geopolítica no Oriente Médio provocou um movimento de venda generalizada nas bolsas de Nova York, desencadeando a desvalorização dos principais índices acionários em 14/07/2026. A escalada de tensões entre EUA e Irã pelo controle do Estreito de Ormuz, somada aos conflitos entre Arábia Saudita e Iêmen, gerou uma disparada de 9% no preço do petróleo, forçando investidores a buscarem proteção contra a incerteza global.
O Dow Jones recuou 0,26%, fechando aos 52.498,82 pontos. O S&P 500 apresentou queda de 0,79%, atingindo 7.515,84 pontos, enquanto o Nasdaq registrou a maior baixa, de 1,55%, encerrando o pregão em 25.873,18 pontos.
O setor de tecnologia foi o mais afetado pela cautela dos investidores, sofrendo uma retração de 2,07%. A preocupação com a demanda futura por inovações e gastos em IA impactou severamente empresas do setor de semicondutores, com Sandisk (-12,63%), Micron (-4,4%) e Intel (-6,12%) liderando as perdas. No campo das big techs, Alphabet e Meta também operaram em terreno negativo, sob pressão adicional após a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sinalizar novas restrições ao uso de redes sociais por menores.
O setor bancário, sob a influência de novas diretrizes regulatórias americanas sobre o gerenciamento de riscos de clientes imigrantes, também sentiu o peso do ambiente de aversão ao risco. Citigroup, Bank of America, Goldman Sachs e Morgan Stanley registraram quedas no período.
Em contrapartida, a alta do petróleo favoreceu o setor de energia, que avançou 3,17%. As petroleiras Chevron e ExxonMobil destacaram-se com ganhos de 3,29% e 4,05%, respectivamente, operando como uma barreira parcial à desvalorização generalizada dos ativos de risco.
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