INVESTIGAÇÃO ATINGE EX-SÓCIO
Augusto Lima utilizou mensagens temporárias para evitar rastreio, afirma PF
Polícia Federal suspeita que Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, tentou ocultar provas usando comunicações de baixa rastreabilidade na Operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de junho de 2026. Defesa nega irregularidades.
A Polícia Federal (PF) afirmou, nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, que Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, empregou métodos para dificultar seu rastreamento pela investigação na 9ª fase da Operação Compliance Zero. A medida, segundo a PF, visava evitar que suas comunicações fossem descobertas pelas autoridades.
De acordo com a apuração, Augusto Lima teria atuado como interlocutor em assuntos de interesse do Banco Master junto ao senador Jaques Wagner. O investigado compartilhou informações cruciais sobre rating, a estrutura acionária da instituição, detalhes sobre o Will Bank, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 65/2023, a operação envolvendo o BRB/Master, além de materiais referentes a requerimentos no Senado e à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Master.
Para impedir que esses diálogos fossem acessados pela PF, Augusto Lima teria optado por utilizar chamadas de voz, mensagens temporárias e outras formas de comunicação de baixa rastreabilidade. A PF considera que tais atitudes reforçam, em juízo preliminar, o risco de perecimento ou ocultação de provas, justificando as buscas em endereços residenciais e empresariais ligados a Augusto Lima.
Em nota oficial, a equipe de defesa de Augusto Lima declarou que as diligências realizadas pela PF nesta quinta (18) eram desnecessárias. Os advogados argumentaram que Augusto Lima se encontra à disposição das autoridades há seis meses para prestar quaisquer esclarecimentos sobre os fatos em apuração. Ressaltaram que ele sempre agiu dentro dos limites legais, com transparência, responsabilidade técnica e observância às normas que regem o sistema financeiro e a administração pública. As medidas, segundo a defesa, contribuirão para demonstrar a licitude dos fatos investigados.
A nova fase da operação
A atual etapa da operação tem como alvos principais, além de Augusto Lima, o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, de São Paulo e no Distrito Federal. Foram autorizadas, além das buscas, medidas cautelares como a suspensão de passaportes e a proibição de contato entre os investigados.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário