GAZA EM CHOQUE

Ataques israelenses na Faixa de Gaza deixam ao menos nove mortos neste sábado, 20/06/2026

Imagem representativa da Faixa de Gaza.
Faixa de Gaza em meio a tensões recentes após ataques.

Ofensivas e tiroteios resultam em múltiplas fatalidades, incluindo crianças, e levantam novas tensões em meio a negociações paralisadas. Comunidade internacional monitora.

Ataques e tiroteios israelenses resultaram na morte de pelo menos nove pessoas na Faixa de Gaza neste sábado, 20/06/2026, conforme informado por autoridades de saúde. Entre os falecidos está uma criança, elevando a preocupação com a vulnerabilidade da população civil.

No bairro de Sabra, Cidade de Gaza, quatro palestinos, incluindo duas mulheres e uma criança, perderam a vida após um prédio de apartamentos ser atingido. A ofensiva destruiu o imóvel e deixou outras pessoas feridas, segundo relatos médicos.

As Forças Armadas israelenses confirmaram ter atacado um militante, sem detalhar as circunstâncias. Em Beit Lahiya, ao norte, uma mulher foi morta a tiros por forças israelenses. Já em Khan Younis, ao sul, um ataque aéreo causou ao menos uma morte e deixou oito feridos.

No final da tarde de sábado (20), um ataque aéreo na região central da Faixa de Gaza, no campo de refugiados de Bureij, tirou a vida de três pessoas, entre elas um fotógrafo local, segundo informações médicas.

As Forças Armadas de Israel não emitiram declarações oficiais sobre esses incidentes específicos.

A violência ocorre mesmo após um cessar-fogo estabelecido em outubro, que buscou interromper os combates intensos entre o Hamas e Israel. Desde então, o Ministério da Saúde de Gaza contabiliza mais de 1.010 palestinos mortos por ações israelenses, enquanto militantes palestinos mataram quatro soldados israelenses.

Israel justifica suas ações como medidas para prevenir ataques iminentes do Hamas e de outros grupos. O Hamas, por sua vez, raramente divulga informações sobre baixas entre seus combatentes.

As tensões persistem em meio a um impasse entre Israel e Hamas sobre os termos do plano proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para a região. O plano prevê o desarmamento do Hamas e a retirada israelense, mas as partes divergem sobre a sequência e as condições.

Negociações mediadas por Egito, Catar e Turquia, com a participação do enviado do Conselho de Paz de Trump, Nickolay Mladenov, sobre a implementação da segunda fase do plano de Trump para Gaza ainda não resultaram em um acordo. Fontes próximas às negociações indicaram que Mladenov apresentou uma versão revisada do roteiro às facções palestinas na quarta-feira (17), buscando atender a algumas preocupações, mas mantendo pontos cruciais do plano original. Um representante do Hamas confirmou que o documento está sob análise.

Israel insiste que o Hamas deve renunciar ao poder em Gaza, desarmar-se e não ter papel na governança futura do enclave. O Hamas condiciona qualquer desarmamento total ao avanço de um processo político que leve à criação de um Estado palestino.

Dados israelenses indicam que combatentes liderados pelo Hamas mataram 1.200 pessoas durante um ataque transfronteiriço contra Israel em 7 de outubro de 2023. O Ministério da Saúde de Gaza reporta mais de 73 mil mortes de palestinos no território desde o início do conflito.

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