TENSÃO GEOPOLÍTICA GLOBAL

Irã preparou ataque contra três alvos na Ucrânia após incidente no Mar Cáspio

Navio cargueiro no Mar Cáspio em registro de arquivo.
Instalações militares iranianas e movimentação no Mar Cáspio estão no centro da nova crise diplomática.

Assessor militar confirmou que planos de retaliação foram suspensos após alegação de erro. Teerã exige compensação por danos a embarcação.

O governo do Irã preparou uma ofensiva militar contra três localidades na Ucrânia, motivado por um ataque a um navio mercante iraniano que navegava pelo Mar Cáspio. A revelação foi feita na segunda-feira (3) por Mohsen Rezaei, um dos principais assessores militares do líder supremo Mojtaba Khamenei, em declaração reproduzida pela estatal Press TV.

A decisão de interromper a represália ocorreu após Kiev classificar a ação contra a embarcação — que transportava ferro e resultou em uma morte e três feridos — como um erro operacional. Segundo Rezaei, a resposta militar foi colocada em pausa para que o governo iraniano pudesse analisar a justificativa ucraniana, embora o país mantenha a exigência por compensação pelos danos causados.

O conflito teve origem na semana anterior, quando a Ucrânia admitiu ter realizado operações com drones contra embarcações no Mar Cáspio, sob o argumento de que visavam navios russos e cargueiros militares do Irã. Volodymyr Zelensky confirmou, em publicação no sábado (25), que os ataques visavam interromper o suporte logístico militar, atingindo inclusive um navio de guerra russo.

A crise diplomática, que ameaçava escalar para um confronto direto, encontrou um respiro após diálogo entre o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e seu homólogo ucraniano. Apesar da diminuição das tensões, a retórica iraniana permanece rígida quanto a outros temas estratégicos.

Mohsen Rezaei enfatizou que o foco do Irã permanece no Estreito de Ormuz, em negociações mediadas por Omã. O assessor alertou Washington sobre possíveis baixas caso o bloqueio persista. Por sua vez, Masoud Pezeshkian afirmou, nesta terça-feira (4), que o país prioriza a defesa de suas fronteiras e não busca a ampliação do conflito. Até o momento, Teerã nega as declarações de Donald Trump sobre a existência de negociações em curso entre as duas nações.

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