CONFLITO LESTE EUROPEU
Ataques entre Rússia e Ucrânia deixam mortos e atingem centros de logística
Ofensivas com drones e bombardeios resultam em seis mortes em solo russo e vítimas fatais em Sumy, na Ucrânia, elevando a tensão no Mar Negro.
Uma escalada de ataques com drones e bombardeios entre Rússia e Ucrânia resultou na morte de seis pessoas e deixou outros nove feridos em território russo durante a madrugada. A ofensiva, que também atingiu a Ucrânia com vítimas fatais, foi confirmada em comunicados oficiais nesta terça-feira (4).
O impacto das ações militares, que visaram depósitos logísticos e infraestruturas civis, reflete o agravamento das hostilidades. Em Moscou, o governador Andrei Vorobyov informou via Telegram que a queda de drones provocou cinco mortes e danos a residências particulares e veículos. Simultaneamente, o Ministério da Defesa da Rússia reportou a neutralização de 320 drones ucranianos em 19 regiões distintas ao longo da noite.
Próximo a São Petersburgo, um centro de armazenagem foi atingido, deixando uma pessoa ferida. A empresa Wildberries, principal varejista russa, confirmou que uma de suas instalações na região sofreu um incêndio, sem registro de óbitos. Já na região de Belgorod, uma mulher perdeu a vida após um drone colidir com o veículo em que estava.
No ambiente marítimo, a situação permanece crítica. Um navio cargueiro, o Nadezhda, foi alvo de ataque a 20 milhas náuticas de Novorossiysk, deixando três tripulantes gravemente feridos. Autoridades da Turquia coordenaram o resgate dos 22 ocupantes da embarcação. Em contrapartida, a agência RIA, citando o Ministério da Defesa da Rússia, afirmou que forças russas investiram contra sete navios de carga no porto ucraniano de Mykolaiv e no Mar Negro.
A violência também atingiu áreas residenciais na Ucrânia. O governador regional Oleh Hryhorov confirmou a morte de duas crianças e uma idosa após bombardeios com bombas guiadas em Sumy. A Finlândia, mantendo-se em alerta, chegou a restringir seu espaço aéreo no Golfo da Finlândia como medida de segurança, restrição que foi suspensa pelas Forças de Defesa nesta terça-feira (4).
Até o momento, não há informações sobre recursos ou tréguas definitivas. O cenário segue sob monitoramento internacional, enquanto as partes envolvidas continuam a negar ataques deliberados contra civis.
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