SAÚDE E DIREITOS
Aposentado trava batalha judicial por medicamento de alto custo após sofrer golpe
Família de Aposentado em Pirassununga busca na Justiça acesso a imunoterapia de R$ 1,1 milhão enquanto enfrenta fraude em rede social.
O acesso ao tratamento contra o câncer tornou-se um desafio angustiante para a família do Aposentado José Valentim Montanha, de 72 anos, que aguarda uma decisão judicial para obter a imunoterapia com pembrolizumabe. A busca pelo medicamento, avaliado em R$ 1,1 milhão, ocorre em um cenário de luta pela vida nesta sexta-feira, 10/07/2026, agravado por uma tentativa de fraude sofrida pelo filho do paciente.
Diagnosticado em 2024, José Valentim Montanha passou por um procedimento cirúrgico, mas o retorno da doença exigiu uma mudança no protocolo médico. Devido aos efeitos severos da quimioterapia tradicional, especialistas prescreveram a imunoterapia, cujo ciclo completo exige 70 doses. A negativa em primeira instância, proferida em março de 2026, frustrou a família, que agora aguarda o julgamento do recurso por uma desembargadora de São Paulo.
A fragilidade emocional do momento foi explorada por criminosos. Ao tentar obter as ampolas por meios alternativos, Giovanni Montanha, filho do Aposentado, foi vítima de um golpe na internet. Uma suposta doadora solicitou R$ 800 pelo frete de Recife, mas, após o depósito, interrompeu qualquer comunicação, bloqueando a família.
O caso expõe a complexidade da judicialização da saúde. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que a busca por medicamentos na Justiça cresceu nos últimos anos, totalizando 841 processos em 2025 na região. Contudo, Octavio Augustus Cordeiro, coordenador da Defensoria Pública de Rio Claro, ressalta que o Supremo Tribunal Federal (STF) endureceu as regras para a concessão desses fármacos desde setembro de 2024.
Para obter sucesso judicial, é imperativo comprovar que as alternativas oferecidas pelo SUS não são adequadas e demonstrar a eficácia científica do tratamento solicitado para o caso específico. Enquanto a tramitação segue para as instâncias superiores, a família mantém a esperança baseada na melhora observada em outros pacientes, como os de Barretos, que já utilizam a medicação.
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