DECISÃO SOBRE VISITAS

Datafolha indica desaprovação de 59% sobre veto de Moraes a visitas de Flávio a Jair

Montagem fotográfica com o ministro Alexandre de Moraes e o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O ministro Alexandre de Moraes e o ex-presidente Jair Bolsonaro em momentos distintos da atuação do STF e do processo judicial.

Levantamento revela como brasileiros avaliam a restrição imposta pelo STF ao ex-presidente Jair Bolsonaro enquanto cumpre prisão domiciliar.

A maioria dos brasileiros reprova a decisão que restringiu o contato direto entre o senador Flávio Bolsonaro e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em levantamento divulgado pelo Datafolha, 59% dos entrevistados consideraram que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, agiu mal ao proibir as visitas do parlamentar ao familiar, que se encontra em regime de prisão domiciliar.

A medida, tomada pelo magistrado em julho, suspendeu por 90 dias o acesso de Flávio ao ex-presidente. A decisão foi fundamentada na publicização de uma carta escrita por Jair Bolsonaro, na qual ele designava o filho como seu representante na corrida eleitoral. Moraes argumentou que o ato descumpria cautelares que vetam o uso de redes sociais, mesmo que por intermédio de terceiros.

Conforme os dados do Datafolha, apenas 36% dos brasileiros avaliaram a conduta do ministro como correta, enquanto 2% se mantiveram neutros e 4% não opinaram. O cenário reflete a complexidade do cumprimento da pena de Jair Bolsonaro, condenado pelo STF a 27 anos e três meses de reclusão por planejamento de golpe de Estado após o pleito de 2022.

Desde março, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária devido ao seu estado de saúde, condição mantida após prorrogação de Moraes em julho. Contudo, o regime foi endurecido com a suspensão de visitas familiares por 30 dias — mantendo-se apenas o acesso de profissionais de saúde e advogados — e a proibição de divulgação de manifestos políticos até o término das eleições de outubro.

A pesquisa, realizada entre os dias 22 e 23 de julho, também abordou o acesso de Jair Bolsonaro às plataformas digitais. A maioria dos eleitores, 62%, apoia a manutenção do veto às redes sociais imposto pelo STF, enquanto 35% defendem a liberação do uso das ferramentas pelo ex-mandatário.

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