INOVAÇÃO NA ENDOCRINOLOGIA

Um ano após a chegada ao Brasil, Mounjaro transforma o tratamento da obesidade

Frasco de medicamento e estetoscópio representando o tratamento moderno da obesidade.
O uso de novas terapias farmacológicas tem redefinido o acompanhamento clínico de pacientes com obesidade.

A introdução da tirzepatida no mercado nacional, ocorrida em junho de 2025, mudou o foco clínico da simples perda de peso para a saúde metabólica integral.

A chegada da tirzepatida às farmácias brasileiras consolidou um novo capítulo na medicina, alterando a forma como especialistas e pacientes encaram o combate à obesidade. Com a introdução do Mounjaro em junho de 2025, o tratamento deixou de ser pautado apenas pela redução numérica na balança para priorizar a proteção da saúde metabólica de forma abrangente.

A decisão de incorporar essa terapia à rotina clínica, observada desde o lançamento da droga, reflete a necessidade de um cuidado mais profundo para uma doença crônica e multifatorial. A obesidade está intimamente ligada a condições como o diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, apneia do sono, doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD) e quadros de osteoartrite.

Conforme dados do estudo SURMOUNT-1, pacientes que utilizaram a dose de 15 mg de tirzepatida alcançaram uma redução média de 20,9% do peso corporal em 72 semanas. Mais da metade dos participantes atingiu uma perda superior a 20% do peso inicial, com ganhos significativos no controle da pressão arterial e do perfil lipídico.

Para além dos resultados laboratoriais, a mudança de paradigma privilegia a redução da gordura visceral e a preservação da massa muscular. Esse movimento reflete uma evolução na endocrinologia brasileira, que agora busca a personalização terapêutica e a prevenção de complicações a longo prazo.

O cenário de inovação aponta para novas frentes. Pesquisas como a da retatrutida, um agonista triplo de GLP-1, GIP e glucagon, já demonstram eficácia promissora em estudos publicados no New England Journal of Medicine. O setor aguarda ainda avanços como o CagriSema e terapias orais como o orforglipron, que buscam ampliar o acesso e a adesão aos protocolos de saúde.

Artigo técnico redigido pela endocrinologista e metabologista Dra. Isis Toledo (CRM-SC 22334 | RQE 17867), Título de Especialista pela SBEM e membro da Brazil Health.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário