NOVO REMÉDIO PARA MENOPAUSA

Anvisa aprova Veoza para aliviar ondas de calor e suores noturnos da menopausa

Mulher idosa lutando com alta temperatura.
Mulher idosa lutando com alta temperatura.

Medicamento não hormonal, Veoza, desenvolvido pela Astellas Farma, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para tratar sintomas vasomotores e impacta positivamente a qualidade de vida de milhões de brasileiras.

Nesta quarta-feira, 24/06/2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tomou a decisão de aprovar uma nova alternativa terapêutica destinada a mulheres que enfrentam ondas de calor e suores noturnos durante a menopausa. O medicamento, comercializado sob o nome Veoza e desenvolvido pela Astellas Farma, representa uma terapia não hormonal em comprimidos, visando o tratamento dos chamados sintomas vasomotores. Essa aprovação é significativa pois esses sintomas são considerados uma das manifestações mais comuns e incômodas dessa fase da vida feminina, impactando diretamente a dignidade e o bem-estar de milhões de pessoas.

A decisão da Anvisa marca a chegada ao mercado brasileiro de uma nova opção para pacientes que não podem ou não desejam utilizar a terapia de reposição hormonal, que é o tratamento padrão atual para o controle desses sintomas. O Veoza se diferencia por atuar diretamente nos mecanismos cerebrais responsáveis pela regulação da temperatura corporal, oferecendo uma abordagem inovadora.

Mulher idosa lutando com alta temperatura.
Mulher idosa lutando com alta temperatura.

Administrado por via oral, em dose diária, o tratamento foi concebido para reduzir a frequência e a intensidade das ondas de calor e dos episódios de suor noturno, que afetam milhões de mulheres durante o climatério e a menopausa. A Dra. Nilson Roberto de Melo, presidente da Associação Brasileira de Climatério, destacou em comunicado que a aprovação do fezolinetanto pela Anvisa "representa um avanço crucial na saúde da mulher, respondendo a uma necessidade significativa e, muitas vezes, subestimada, enfrentada por milhares de mulheres na menopausa". Ele ressaltou que "as opções não hormonais para o manejo dos sintomas vasomotores (calorões) eram limitadas, e este novo tratamento não hormonal oferece uma nova possibilidade."

Os sintomas vasomotores estão entre as principais queixas durante a menopausa, afetando aproximadamente 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Esses sintomas podem impactar severamente a qualidade de vida, o desempenho profissional, o humor e o sono, minando a dignidade e o bem-estar diário.

A origem desses sintomas está ligada às alterações hormonais típicas da menopausa. A diminuição na produção de estrogênio afeta o equilíbrio com a neurocinina B (NKB), substância crucial no controle da temperatura corporal no cérebro. Esse desequilíbrio leva o hipotálamo a interpretar variações de temperatura como excessivas, desencadeando ondas de calor e sudorese intensa.

O Veoza atua nesse mecanismo, ajudando a restabelecer o equilíbrio no sistema de controle da temperatura corporal, conforme explica a Associação Brasileira de Climatério. A terapia visa reduzir a frequência dos sintomas e diminuir seu impacto na rotina das pacientes.

A aprovação ocorre em um momento de crescente atenção à menopausa. Dados da SOBRAC indicam que, no Brasil, 36,2% das mulheres entre 40 e 65 anos relatam sintomas moderados ou intensos, um percentual consideravelmente maior que a média global. Cerca de 70% das brasileiras que vivenciam a menopausa classificam as ondas de calor e suores noturnos como intensos, o que afeta negativamente sua qualidade de vida, produtividade e descanso.

Especialistas alertam que os sintomas podem gerar alterações emocionais, irritabilidade, fadiga e dificuldade de concentração. A ampliação das opções terapêuticas, como a aprovada pela Anvisa, é vista como uma estratégia fundamental para individualizar o tratamento e oferecer alternativas adequadas a cada perfil de paciente, promovendo saúde e qualidade de vida.

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