GOLPE ONLINE
Anvisa alerta para golpe em venda de canetas emagrecedoras
Criminosos usam o nome da Anvisa para dar credibilidade a anúncios falsos de medicamentos. A agência orienta a compra apenas em estabelecimentos regularizados e reforça canais de denúncia.
Na sexta-feira, 2 de julho de 2026, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu um alerta sobre golpes que ocorrem em sites de venda de canetas emagrecedoras. Criminosos têm criado páginas e perfis falsos, associando indevidamente o nome do órgão regulador à comercialização desses produtos, visando enganar consumidores e gerar uma falsa sensação de credibilidade.
A principal orientação da Anvisa é que medicamentos, incluindo as canetas emagrecedoras, sejam adquiridos exclusivamente em farmácias devidamente regularizadas, sempre na embalagem original e acompanhados de nota fiscal. Essa medida visa garantir a procedência e a segurança dos produtos utilizados pela população.
A agência ressalta a importância da denúncia de fraudes. Consumidores que se depararem com práticas ilegais devem notificar a Anvisa por meio da plataforma Fala.BR, um canal oficial para esse tipo de comunicação. A participação cidadã é fundamental para combater o mercado ilegal e proteger a saúde pública.
Para se proteger de golpes, a Anvisa recomenda atenção a alguns pontos:
- Evite clicar em links suspeitos recebidos por e-mail, mensagens de texto ou provenientes de sites não oficiais.
- Verifique cuidadosamente a URL das páginas acessadas. O endereço oficial da Anvisa é gov.br/anvisa.
- Utilize sempre os canais de contato oficiais da agência, como o telefone 0800 642-9782 ou o formulário eletrônico disponível em seu portal.
- Não realize transferências bancárias ou pagamentos solicitados por e-mail ou mensagens, pois podem ser tentativas de fraude.
- Notifique imediatamente qualquer suspeita de fraude à Anvisa, preferencialmente pela plataforma Fala.BR.
O alerta surge em um contexto de preocupação com o mercado informal. Um estudo recente da empresa de inteligência de dados Scanntech, divulgado pelo InfoMoney, aponta que mais da metade das canetas emagrecedoras em circulação no Brasil pode ter origem em canais não regulamentados. Essa estimativa foi baseada no aumento expressivo da venda de seringas em farmácias, superior à tendência histórica esperada para o consumo de insulina, um dos usos comuns desses medicamentos.
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