VIOLÊNCIA EM OPERAÇÃO
Agentes do ICE matam motorista em operação no Maine
Homem de 26 anos foi alvejado durante abordagem em Biddeford. Ocorrido eleva para sete o número de mortes em ações do ICE desde janeiro de 2025.
Um motorista de 26 anos foi morto por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA (ICE) durante uma operação de vigilância em Biddeford, Maine, nesta segunda-feira, 13/07/2026. A ação, que ocorreu por volta das 7h (horário local), levanta questionamentos sobre os protocolos de segurança pública utilizados pelo Departamento de Segurança Interna (DHS) em abordagens de trânsito envolvendo imigrantes.
O DHS justificou a intervenção alegando que o agente abriu fogo por "temer pela segurança pública" enquanto o indivíduo tentava fugir. Contudo, a versão oficial, fornecida quase 12 horas após o incidente, não detalhou como a vítima representava uma ameaça iminente. Defensores dos direitos humanos, incluindo a Coalizão pelos Direitos dos Imigrantes do Maine e a Presente! Maine, classificaram a morte como "devastadora e inaceitável", ressaltando que o jovem possuía autorização de trabalho e documentos regulares nos EUA.
Testemunhas do incidente, como o morador local Daniel Boucher, relataram ter visto o momento em que os agentes retiraram o condutor de um SUV branco após o veículo colidir com outro automóvel. Boucher descreveu ter ouvido a vítima afirmar que tentou parar o carro antes de perder a consciência. Relatos conflitantes sobre a existência de mandados de prisão contra o falecido geraram tensão política, envolvendo o senador Angus King e o secretário Markwayne Mullin.
Este caso é o sétimo registrado desde o início da atual política de deportações em massa imposta sob o mandato de Donald Trump, iniciada em janeiro de 2025. A morte no Maine sucede em menos de uma semana outro episódio fatal no Texas, onde Lorenzo Salgado Araujo foi morto por um agente do ICE em Houston. A recorrência de óbitos em operações federais tem provocado protestos em diversas cidades, com manifestantes exigindo maior transparência e o fim da escalada de violência nessas abordagens.
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