SEGURANÇA PÚBLICA

Rio Grande do Norte no ranking de violência no Brasil em 2025

Mapa ilustrativo sobre a segurança pública e índices de criminalidade no Brasil.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram desafios no controle da criminalidade.

Anuário Brasileiro de Segurança Pública aponta expansão do crime organizado e alta letalidade policial como vetores da instabilidade no País.

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou, nesta quinta-feira (23), a 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que revela um cenário alarmante de criminalidade no País. A análise, que consolida dados sobre mortes violentas intencionais (MVI), aponta que sete dos dez Estados mais violentos estão situados no Nordeste, enquanto os outros três pertencem à Região Norte, evidenciando uma desigualdade geográfica na segurança do cidadão.

No topo da lista figura o Amapá, que registrou uma taxa de 42,5 mortes por 100 mil habitantes. A dinâmica de violência, segundo especialistas, é impulsionada pela expansão territorial de organizações criminosas que disputam rotas de tráfico, mercados ilegais e áreas estratégicas. Em regiões como a fronteira com a Guiana Francesa, essa luta por poder se agrava pela dificuldade de fiscalização, tornando o cotidiano dos moradores vulnerável ao confronto armado.

O ranking das dez unidades federativas com maiores índices segue com Bahia (36,8), Ceará (34,7), Alagoas (33,1), Pernambuco (33), Maranhão (29,7), Rio Grande do Norte (29,1), Pará (28,4), Rondônia (28,1) e Paraíba (24,6). As MVI abrangem homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e ações decorrentes de intervenção policial, em serviço ou fora dele.

A violência na Bahia é destacada pelo Anuário, com o Estado concentrando cinco das dez cidades mais perigosas do Brasil. O governo estadual afirma que, por meio de investimentos de R$ 1,3 bilhão e ações de inteligência, obteve uma redução de 20% nos assassinatos no primeiro semestre de 2026. A Secretaria de Segurança Pública da Bahia enfatiza que o combate ao crime organizado também resultou em uma queda de 12% nas mortes por intervenção de agentes públicos neste ano.

Em âmbito nacional, o Rio de Janeiro é citado como exemplo do impacto da letalidade policial, que responde por uma em cada cinco mortes violentas no Estado. O cenário reforça a urgência de políticas públicas que conciliem a preservação da ordem com a garantia da vida, enquanto facções nacionais e grupos locais, como no caso do PCC e do Sindicato do Crime no Rio Grande do Norte, continuam a desafiar o controle estatal e a segurança da população.

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