AVANÇO NA NEUROLOGIA

Remédio para tratar Alzheimer chega ao Brasil com custo a partir de R$ 12 mil

Frasco do medicamento Leqembi utilizado no tratamento de pacientes com Alzheimer.
O medicamento Leqembi atua na remoção de placas de beta-amiloide, buscando desacelerar a progressão do Alzheimer.

O tratamento para estágios iniciais da doença será ofertado pela Alta Diagnósticos a partir de 15 de julho de 2026, focando em frear a progressão biológica.

O Leqembi, novo medicamento indicado para o tratamento de pacientes com Alzheimer em estágio inicial, passou a ser comercializado pela Alta Diagnósticos, marca da Dasa, nesta quarta-feira, 15 de julho de 2026. A decisão de disponibilizar a terapia, com custos a partir de R$ 12 mil, visa oferecer uma alternativa que atua diretamente nos mecanismos biológicos da doença, impactando positivamente a autonomia e a qualidade de vida de quem enfrenta o diagnóstico.

A disponibilidade do fármaco ocorre por meio do Núcleo de Memória do Alta Diagnósticos, unidade especializada que integra investigação e acompanhamento clínico. O procedimento exige a realização de exames complementares, como testes de biomarcadores em sangue e líquor, PET-CT cerebral e a análise genética APOE4 para confirmar a presença de placas de beta-amiloide no cérebro.

Conforme detalhado em estudos publicados no New England Journal of Medicine, o medicamento possui a capacidade de remover o acúmulo de proteínas associadas à neurodegeneração. Diferente de abordagens anteriores, focadas apenas na mitigação de sintomas comportamentais, esta terapia propõe o desaceleramento da progressão do quadro clínico. O acesso ao tratamento em São Paulo e Rio de Janeiro é restrito a pacientes que atendam aos critérios de elegibilidade e apresentem prescrição médica especializada.

Diogo Haddad, neurologista e coordenador do Núcleo de Memória do Alta Diagnósticos, reforça a relevância desta mudança de paradigma. Segundo o especialista, a intervenção direta sobre um dos mecanismos biológicos da doença permite que os pacientes mantenham sua independência por mais tempo, trazendo um alento necessário para as famílias e cuidadores que acompanham a evolução do quadro.

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