INVESTIGAÇÃO APÓS ÓBITO

Família denuncia erro médico após morte de gestante no Hospital Santa Catarina

Fachada do Hospital Santa Catarina em Natal.
família de Jaine, de 25 anos, denunciou um suposto erro médico

Parentes relatam que a administração de medicação equivocada durante cesariana em Natal teria levado à morte cerebral da gestante. O bebê sobreviveu.

A família de Jaine, de 25 anos, denunciou um suposto erro médico que culminou no falecimento da gestante após complicações durante uma cesariana no Hospital Santa Catarina, em Natal, caso que ganhou repercussão nesta segunda-feira, 20/07/2026. A denúncia aponta que a administração de uma medicação inadequada durante o procedimento cirúrgico teria provocado uma deterioração grave no quadro de saúde da paciente, enquanto o bebê, terceiro filho de Jaine, sobreviveu ao parto.

Conforme os relatos prestados ao Via Certa, Jaine deu entrada na unidade hospitalar apresentando pressão alta e cinco centímetros de dilatação. Apesar da indicação para a intervenção cirúrgica, os familiares afirmam que a equipe optou por aguardar a evolução natural da gestação até a quarta-feira. A cirurgia, inicialmente programada para a manhã, teria ocorrido apenas por volta das 19h, após o atendimento de outras prioridades.

Os parentes sustentam que a administração de uma substância equivocada — apontada por familiares como noradrenalina em vez de medicação para náuseas — desencadeou convulsões antes mesmo da aplicação da anestesia raquidiana (RAC). Segundo um dos depoimentos, o médico responsável teria admitido o equívoco diretamente ao marido da paciente logo após o procedimento. O estado de saúde da gestante exigiu intubação imediata, mantendo-a sob cuidados intensivos até a confirmação da morte cerebral.

O impacto da perda é descrito pelos familiares como devastador, destacando que Jaine chegou ao hospital em condições estáveis e com a expectativa de retornar para casa com o recém-nascido e seus outros dois filhos. Além da denúncia do erro, a família aponta dificuldades burocráticas para a liberação do corpo, sugerindo resistência da instituição em formalizar o laudo médico após a constatação do óbito.

Até o momento, o Hospital Santa Catarina não se manifestou publicamente sobre as graves acusações apresentadas pelos familiares, permanecendo em silêncio sobre a conduta da equipe técnica e os desdobramentos éticos do caso.

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