HapVida na mira
Famílias protestam e cobram cumprimento de decisões judiciais que garantem terapias para crianças com autismo
Entre as principais reclamações estão marcações inconsistentes, alterações frequentes nas agendas e práticas que, segundo os familiares, comprometem a execução dos tratamentos
Familiares de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) realizaram um protesto em frente à Hapvida, no bairro de Lagoa Nova, em Natal. Eles denunciam dificuldades enfrentadas para garantir o acesso das crianças às terapias prescritas por profissionais de saúde, mesmo quando há decisões judiciais favoráveis. Com faixas com frases como "Nossos direitos não são mercadoria" e "Lucro acima da vida", eles mostraram toda a indignação.
Entre as principais reclamações estão marcações inconsistentes, alterações frequentes nas agendas e práticas que, segundo os familiares, comprometem a execução dos tratamentos e geram insegurança e desgaste emocional para as famílias. Renata Silva é mãe de João Gabriel, de 12 anos, diagnosticado com autismo desde os 2 e relata sua experiência: "É muito desgastante o que a Hapvida faz com a gente. Eles estão nos adoecendo pouco a pouco. São decisões judiciais descumpridas, marcações fantasmas, com várias crianças ao mesmo turno, no turno escolar. Eles fazem tudo para atrapalhar o tratamento".
O vereador Tércio Tinoco acompanha a situação: "Muitas famílias já obtiveram decisões judiciais determinando o cumprimento integral dos laudos médicos e a oferta das terapias necessárias, ainda assim enfrentam sucessivos obstáculos impostos pela operadora, prejudicando a continuidade do acompanhamento multidisciplinar, essencial para o desenvolvimento das crianças autistas", relata.
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Comentários (2)
Alyne
há 1 semanaHapvida inimiga dos autistas, nao cumprem ordem judicial, salas com 4 crianças 4 terapeutas isso nao é terapia adequada.
Josivania maria
há 1 semanaHap vida está tirando o direito das nossas crianças, onde mesmo judicializado ela não quer liberar o tratamento das famílias atipicas, isso vem prejudicando o desenvolvimento das crianças atípicas.
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