RECUPERAÇÃO
Bolsonaro recebe alta após cirurgia no ombro
Ex-presidente deixa hospital DF Star em Brasília e inicia fisioterapia intensiva por até 9 meses.
A equipe médica do hospital DF Star, em Brasília, concedeu alta hospitalar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta segunda-feira, 04 de maio de 2026, após uma cirurgia bem-sucedida no ombro direito. A decisão, que marca o início de uma fase intensiva de recuperação para o político, é crucial para sua saúde e bem-estar, especialmente considerando os desafios que ele enfrenta tanto em sua condição física quanto legal.
O procedimento, realizado na última sexta-feira, 01 de maio de 2026, focou na reparação do manguito rotador e em lesões associadas. Em coletiva de imprensa, os médicos informaram que Bolsonaro utilizará uma tipoia no braço por seis semanas, período seguido por um intenso programa de fisioterapia. O tratamento completo, visando a recuperação total da mobilidade, pode se estender por até nove meses.
Para o alívio da dor pós-operatória, o antigo chefe do Executivo recebeu a instalação de um catéter intramuscular, que garante analgesia contínua. No sábado, 02 de maio de 2026, o ortopedista Alexandre Firmino, responsável pelo acompanhamento de Bolsonaro, destacou a evolução "de forma adequada" do paciente, ressaltando a importância da fisioterapia motora e pulmonar nesse processo.
Durante os dias de internação, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) manteve o público atualizado sobre o estado de saúde do marido por meio das redes sociais. Na noite da sexta-feira, 01 de maio de 2026, ela compartilhou que Bolsonaro havia "conseguido tomar sopa" e respirava sem a necessidade de oxigênio nasal. "O Galego já está sem oxigênio nasal, conseguiu tomar sopa, e os dedos da mão do braço do procedimento — que é normal não se mexerem por conta do anestésico — já voltaram a se movimentar nesta noite. Está bem, graças a Deus! Amanhã trago mais notícias dele", escreveu Michelle, transmitindo um tom de alívio e esperança.
A necessidade da cirurgia, segundo relatos, teria se intensificado após uma queda sofrida em janeiro, quando Bolsonaro estava detido na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. Este episódio adiciona uma camada de complexidade à sua situação, dado que ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por um plano de golpe.
No final de março, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente a cumprir pena em sua residência por um período de 90 dias. A decisão de Moraes levou em conta os sérios problemas de saúde de Bolsonaro, que enfrentou um quadro de broncopneumonia bilateral, evidenciando a intersecção delicada entre sua condição médica e as implicações legais.
*Com informações de CNN
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