Fake news: Procuradoria define plano contra notícias falsas nas eleições
RAQUEL DODGE, PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA.
Como parte dos esforços para combater as fake news nas eleições 2018, a PGR (Procuradoria-Geral da República) definiu que, ao caracterizar corretamente uma notícia como falsa, é preciso observar a existência de 3 elementos simultâneos:
- com disseminação agressiva, o conteúdo tem potencial para desequilibrar o processo eleitoral;
- há impulsionamento artificial, ou seja, uso de robôs;
- a notícia é comprovadamente falsa.
Censura?
Há, ainda, a preocupação com a censura. Resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que regulamenta a propaganda eleitoral em 2018 prevê a possibilidade de candidatos acionarem a Justiça contra publicações que consideram falsas, e decisões determinando a remoção de conteúdos acenderam um alerta nas autoridades. A PGR Raquel Dodge tem dito com frequência que o combate às fake news durante as eleições não pode incluir "censura prévia" e que o órgão tem "compromisso com a liberdade de expressão". "As notícias falsas nos chamam a atenção sobretudo pelos riscos aos valores democráticos. Não cabe censura prévia, porque isso inviabiliza a democracia. Não cabe a indiferença, porque as notícias falsas podem corromper a vontade do eleitor", declarou a PGR em seminário internacional sobre fake news, em junho. No mesmo evento, Medeiros voltou a destacar os 3 elementos que caracterizam uma notícia falsa e ressaltou que a mentira sempre fez parte da política, mas estamos diante de um novo fenômeno, que precisa ser compreendido. "Precisamos estar ainda mais atentos ao que há de novo, que é a velocidade da circulação das informações, a dificuldade em identificar as pessoas que estão por trás dos conteúdos e os robôs utilizados na propagação", alertou. Fonte: MSNGostou desta notícia?
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