Boulos tomou espaço do PT por falta de renovação, mas a raiz é a mesma, diz Covas

Em busca do antipetismo perdido, Bruno Covas (PSDB) afirma que seu rival na disputa pela Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL), tem a mesma raiz que a do partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nesta entrevista, o prefeito tucano se vê num desafio retórico: busca fustigar Boulos, a quem qualifica de inexperiente e associado ao PT, mas rejeita chamá-lo de radical. Prefere dizer que os paulistanos é que farão o julgamento.
Sobre a selfie tirada por ele com o presidente Jair Bolsonaro, o governador João Doria (PSDB) e o hoje ministro Luiz Eduardo Ramos, usada como munição contra si, Covas afirma que apenas havia sido educado.
Já o apoio do candidato de Bolsonaro derrotado no primeiro turno, Celso Russomanno (Republicanos), é escolha normal de segundo turno.
Ele nega que o PSDB possa patrocinar um estelionato eleitoral ao insistir que não há uma segunda onda da pandemia na cidade, e se mostra cético sobre o movimento de centro-direita deste ano unir partidos como o seu, DEM e PSD para enfrentar Bolsonaro em 2022.
Defendeu seu vice, Ricardo Nunes (MDB), que tem ligações com empresas fornecedoras de creches conveniadas comandadas por aliados. “É natural, ele conhece todo mundo na região”, disse, por telefone, na tarde desta quarta (18).
Folha de S. Paulo
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