MEDO DOMINA BRASIL
Violência lidera preocupações do eleitorado para 2026, aponta pesquisa
Relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revela que 96,2% dos brasileiros temem algum tipo de crime. Violência é preocupação unânime entre diferentes grupos políticos para as Eleições 2026.
A violência se consolidou como a principal preocupação dos brasileiros para 2026, segundo o relatório Medo do Crime e Eleições 2026, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). A pesquisa, divulgada nesta quinta-feira, 04/06/2026, indica que 96,2% da população manifesta algum receio relacionado à criminalidade, abrangendo desde golpes digitais até violência letal.
Essa insegurança generalizada não apenas influencia comportamentos e percepções, mas também molda as prioridades políticas e eleitorais. Um levantamento recente da Genial/Quaest, publicado em maio, reforça essa constatação ao apontar a violência como a preocupação número um dos brasileiros, superando temas como corrupção, saúde, economia e educação. A persistência desse sentimento sugere um forte potencial de mobilização política para as próximas Eleições presidenciais.
A preocupação com a violência transcende barreiras ideológicas, unindo diferentes eleitorados. O tema figura como a principal inquietação tanto para apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto para eleitores independentes e de direita, incluindo bolsonaristas. Embora a corrupção tenha ganhado destaque em segmentos conservadores, a segurança pública mantém o maior alcance entre todos os grupos, sinalizando que este será um debate central na disputa de 2026.
Em paralelo, o Instituto Sou da Paz aponta que a maioria da população defende o fortalecimento das instituições de segurança pública. Dados indicam que 73% dos brasileiros preferem que criminosos sejam julgados e presos, em contraste com apenas 20% que apoiam a ideia de que "bandido bom é bandido morto". Há também um apoio significativo ao uso de câmeras corporais por policiais, com 82% de aprovação, e à melhoria da estrutura das forças de segurança (65%). Cerca de 55% avaliam que o país deve priorizar a aplicação das leis existentes, superando aqueles que defendem o endurecimento de penas.
Esse cenário consolida a expectativa de que propostas de segurança pública se tornem pauta prioritária na campanha presidencial, dada a relevância compartilhada do tema entre amplos segmentos do eleitorado.
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