CRIME EM MATERNIDADE

Técnica de enfermagem é presa por tentativa de sequestro na Maternidade Dona Evangelina Rosa

Fachada e ambiente interno da Maternidade Dona Evangelina Rosa em Teresina.
Câmeras de segurança registraram a movimentação da suspeita na Maternidade Dona Evangelina Rosa.

Suspeita tentou retirar recém-nascida da unidade dentro de uma bolsa; Justiça decretou prisão preventiva após investigação da Polícia Civil.

A Justiça decretou a prisão preventiva de uma técnica de enfermagem suspeita de tentar sequestrar uma recém-nascida na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina (PI), conforme decisão consolidada nesta segunda-feira, 13/07/2026. A medida foi tomada para assegurar a ordem pública e o andamento das investigações, após a suspeita ter sido retirada de uma clínica psiquiátrica onde estava internada.

O episódio, registrado por câmeras de segurança, ocorreu quando Auricélia Rocha, que atuava na instituição há mais de dois anos, abordou a mãe da recém-nascida sob o pretexto de realizar exames. A ação foi interrompida pela tia da bebê, Daniela Beatriz, que suspeitou da movimentação da funcionária ao avistá-la carregando uma bolsa preta volumosa em direção a um banheiro.

Ao confrontar a técnica, Daniela Beatriz encontrou a criança escondida no interior da bolsa, resgatando a bebê imediatamente. O caso gerou grande comoção, especialmente para a mãe da recém-nascida, uma adolescente de 14 anos residente em Castelo do Piauí, que descreveu o momento como uma experiência de profundo trauma e angústia.

A Polícia Civil, sob a condução do delegado-geral Luccy Keiko, realizou buscas na residência da investigada, onde encontrou um quarto estruturado com enxoval completo para um recém-nascido. Segundo os investigadores, a família da técnica acreditava em uma gestação, que não possuía confirmação clínica. Em depoimento, a suspeita optou por manter o silêncio.

A defesa da acusada alega que ela apresenta sintomas compatíveis com esquizofrenia e faz uso de medicação controlada, sustentando que haveria comprometimento em sua compreensão sobre a gravidade dos fatos. No entanto, as autoridades policiais seguem com a tese de imputabilidade, não identificando, até o momento, a participação de terceiros no crime.

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