MEDIDAS DE PROTEÇÃO

Suspeitos de estupro coletivo são afastados de escola no Cabo de Santo Agostinho

Fachada de escola municipal onde teriam ocorrido os abusos contra as estudantes.
Denúncias de violência sexual em unidade de ensino no Cabo de Santo Agostinho seguem sob investigação das autoridades locais.

Estudantes envolvidos no caso foram suspensos por tempo indeterminado enquanto a Polícia Civil e o MPPE apuram as denúncias de violência sexual.

Estudantes suspeitos de envolvimento em episódios de estupro coletivo dentro de uma escola municipal foram suspensos pela Secretaria de Educação do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. A decisão, adotada após a repercussão das denúncias, visa resguardar a integridade das vítimas e o ambiente escolar, enquanto as autoridades investigam a gravidade dos fatos narrados.

As denúncias envolvem duas alunas, de 14 anos, que relataram ter sofrido violências em datas distintas durante o intervalo escolar. Segundo a defesa das jovens, o crime mais recente ocorreu em 3 de agosto, quando uma das estudantes, que costumava lanchar na sala para evitar bullying, foi surpreendida pelos agressores. Conforme a advogada Luanny Porto, as vítimas foram ameaçadas de morte para que não revelassem o ocorrido.

A prefeitura do município informou que os alunos envolvidos estão afastados da instituição por tempo indeterminado desde a semana passada. O caso é conduzido pela Polícia Civil e conta com o acompanhamento da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garante o sigilo sobre a identidade dos menores envolvidos no procedimento.

Embora a gestão municipal declare que as medidas de suporte psicológico e a transferência das vítimas para outras unidades estão em curso, a defesa contesta o cronograma. A advogada Luanny Porto afirmou que, até o dia 10 de agosto (segunda-feira), as famílias apenas haviam sido contatadas pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), sem que o acompanhamento terapêutico tivesse sido efetivamente iniciado.

As jovens, que realizaram exames no Instituto de Medicina Legal (IML), seguem sem frequentar as aulas. O Conselho Tutelar da Regional 1, do Centro do Cabo de Santo Agostinho, também monitora a situação para assegurar a proteção integral das adolescentes diante do trauma causado pelas violações.

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