CRIME CONTRA CRIANÇA
Justiça mantém prisão de pai e madrasta suspeitos de matar criança
Casal foi preso preventivamente após laudo descartar afogamento; babá foi dispensada no dia em que o menino de 3 anos foi encontrado morto.
A Justiça manteve a prisão preventiva de Igor Gustavo Veloso de Sousa e Kathellen Moreira da Silva, investigados pela morte de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos. A decisão ocorre em meio a revelações da Polícia Civil sobre a cronologia dos fatos, especificamente na segunda-feira (3), quando o advogado e sua companheira dispensaram a babá da família pouco antes de acionarem as autoridades.
Conforme o delegado Eduardo Menezes, da 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a funcionária compareceu à residência do casal em Palmas para cumprir o expediente habitual, mas foi mandada embora antes de ter contato com a criança. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o menino já estivesse morto no interior do imóvel desde a noite de domingo (2).
O caso ganhou contornos mais graves após o laudo do Instituto Médico Legal (IML) descartar a versão de afogamento apresentada inicialmente por Igor. O documento aponta que a causa da morte foi hemorragia interna decorrente de lesões no intestino, além de múltiplos sinais de violência pelo corpo, incluindo a cabeça.
Sabrina da Silva Feitosa, mãe da vítima, mantinha uma disputa judicial contra o ex-companheiro por pensão alimentícia e possuía medidas restritivas contra ele devido a ameaças prévias. Relatos indicam que a criança apresentava marcas de agressões e sinais de dopagem após visitas ao pai desde 2024.
A defesa de Igor Gustavo afirmou que o cliente colabora com as investigações e se apresentou voluntariamente. Já os advogados de Kathellen Moreira da Silva criticaram a decisão da prisão preventiva, argumentando que a mulher amamenta uma bebê de cinco meses e solicitarão ao Poder Judiciário a substituição por prisão domiciliar ou cautelares alternativas.
O casal segue custodiado: Igor na Casa de Prisão Provisória de Palmas e Kathellen na Unidade Prisional Feminina, respondendo por homicídio duplamente qualificado e tortura.
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