CRIMINALIDADE E FUGA
Serial estuprador, ex-policial do Distrito Federal cursava medicina no Paraguai
Cláudio Dias Lourenço, preso em 07/07/2026, tentava recomeçar a vida acadêmica após deixar um rastro de violência no Distrito Federal.
A tentativa de ocultar um passado de violência sob a fachada de estudante de medicina foi interrompida com a prisão de Cláudio Dias Lourenço, ex-policial militar e advogado. A captura, ocorrida em Foz do Iguaçu (PR), encerrou um plano de fuga que visava apagar a trajetória do investigado no Distrito Federal, onde ele acumulava uma extensa ficha criminal marcada por abusos sexuais.
A investigação, conduzida pela Seção de Atendimento à Mulher (SAM) da 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul), revelou que o suspeito buscou formas variadas de reinvenção. Antes de cruzar a fronteira, Cláudio Dias Lourenço chegou a atuar no mercado imobiliário e ostentou um registro no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI-DF), que atualmente consta como inativo.
A prisão preventiva, executada em uma operação conjunta entre as polícias do Distrito Federal e do Paraná, ocorreu enquanto o acusado tentava repetir seu modus operandi. Mesmo foragido, ele foi detido em flagrante dentro de um motel em solo paranaense, após abordar uma jovem. A Justiça do Paraná validou o mandado de prisão expedido pela Justiça do Distrito Federal, garantindo que ele permaneça sob custódia.
A atuação de Cláudio Dias Lourenço, descrita por autoridades como a abertura de uma "caixa de Pandora", revela um padrão predatório que perdura desde a época em que era integrante da PMDF. Com 14 inquéritos policiais, nove termos circunstanciados (TCs) e condenações por estupro, seu histórico detalha ataques que remontam ao início dos anos 2000, com registros que passam pelo STJ, Asa Norte, Lago Paranoá e Samambaia Norte.
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