VIOLÊNCIA FATAL

Seguranças são presos após morte de ciclista espancado

Fachada de delegacia da Polícia Civil no Rio de Janeiro.
Policiais investigam agressão fatal ocorrida em Copacabana que vitimou o ciclista Cláudio Rafael Landeiro.

Cláudio Rafael Landeiro foi alvo de espancamento por nove minutos sob falsa acusação de roubo; dois homens seguem detidos após investigação da Polícia Civil.

Um caso de extrema violência resultou na morte de um ciclista após ser submetido a uma sessão de espancamento por quase nove minutos em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A decisão pela prisão preventiva de dois seguranças envolvidos no episódio foi consolidada na quinta-feira (20/08/2026), motivada pela gravidade da agressão e pela comprovação da falsa acusação de roubo que culminou no óbito da vítima.

O crime ocorreu na noite de terça-feira (11/08/2026), quando Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, utilizava a bicicleta de sua irmã. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que três homens cercam o ciclista. Durante a abordagem, um dos envolvidos desferiu ao menos 30 golpes com uma vareta, enquanto os demais aplicavam socos e chutes contra Cláudio, que não ofereceu resistência. Mesmo tentando deixar o local, a vítima foi impedida pelos agressores e acabou inconsciente na calçada.

Após o ataque, os agressores revistaram os bolsos da vítima e fugiram. O Corpo de Bombeiros prestou socorro e encaminhou o homem ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, onde ele não resistiu aos ferimentos provocados por traumatismo craniano e hemorragia interna.

A Polícia Civil, por meio da 12ª DP (Copacabana), identificou quatro homens com possível participação. Jorge Luiz Ricardo Dias, de 56 anos, foi preso na quinta-feira (20/08/2026) ao se apresentar à delegacia. Embora tenha alegado em depoimento que tentou cessar as agressões, as investigações apontam que ele aparece nas imagens segurando a bicicleta e o porrete usado no ataque. No mesmo dia, Davi Santos Machado também foi detido após se entregar na 53ª DP, em Mesquita.

As prisões possuem caráter cautelar e as investigações seguem em curso para determinar a responsabilidade individual de cada suspeito, respeitando o devido processo legal.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário