SEGURANÇA
Sargento Gonçalves critica plano de combate ao crime do Governo Lula
Deputado Sargento Gonçalves (PL-RN) classifica como "eleitoreiro" o programa anticrime do Governo Lula. Ele questiona o investimento de R$ 11 bilhões, critica o plano Pena Justa e denuncia a escalada da violência brutal no Rio Grande do Norte.
O deputado Sargento Gonçalves (PL-RN) manifestou nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, forte ceticismo em relação ao plano de combate ao crime organizado e ao programa Pena Justa, ambos lançados pelo Governo Federal e o Presidente Lula (PT). Para o parlamentar, as iniciativas, anunciadas há três meses das eleições, são meramente "eleitoreiras" e carecem de substância, o que representa um risco grave à segurança pública e à dignidade da sociedade brasileira, já que as estratégias propostas, segundo ele, podem aprofundar a crise em vez de resolvê-la.
Gonçalves desmistificou a cifra de R$ 11 bilhões anunciada pelo governo para combater a criminalidade. Ele apontou que, ao detalhar o programa, revela-se que R$ 1 bilhão provém do Fundo Nacional de Segurança Pública, um recurso que o próprio Governo Federal tem contingenciado nos últimos três anos. Os restantes R$ 10 bilhões seriam, na verdade, financiamentos do BNDES aos Estados, caracterizando, na sua visão, uma "agiotagem" disfarçada de programa.
Ainda sobre o plano Pena Justa, parceria entre o CNJ e o Governo do PT, o deputado expressou profunda preocupação. Ele interpreta a iniciativa como uma "regulamentação de vagas" para presos, o que, para ele, é uma distorção da justiça e uma afronta à segurança dos cidadãos.
O impacto dessa política, conforme Gonçalves, é drástico: "Isso significa que, neste Governo do PT, um traficante, um estuprador ou um homicida que a polícia prender só vai ficar preso se soltar alguém dentro da cadeia, se houver vaga, porque a cadeia tem que ser um hotel de luxo. A realidade, a triste realidade é esta". A fala sublinha a angústia da população diante da percepção de impunidade e da falência do sistema carcerário.
O parlamentar ainda acusou o Governo do PT de "mascarar os números" da criminalidade, evidenciando a dura realidade do Rio Grande do Norte. Ele apontou que duas de suas cidades figuram entre as 50 mais violentas do País: Mossoró, a segunda maior do Estado, ocupa a 13ª posição, e São Gonçalo do Amarante, na região metropolitana do Natal, está em 40º lugar.
A descrição do cenário em Mossoró é chocante e visceral: "Em Mossoró estão matando um e amarrando outro para matar no outro dia. Sequestram e devolvem para a família decapitados, esquartejados, uma verdadeira barbárie". Gonçalves confrontou essa realidade com a declaração da governadora do PT, que afirma ser o Rio Grande do Norte um dos estados mais seguros do País, questionando a disparidade entre a retórica oficial e a brutalidade vivenciada pelos potiguares.
Em sua análise crítica, Gonçalves lamentou os "20 anos de PT" e a ineficácia de mais de dez planos nacionais de segurança pública implementados nesse período. "Dizem que querem resolver o problema da segurança pública, mas na prática, na verdade, trabalham fazendo lobby, advogando para o crime organizado. Trabalham de mãos dadas", acusou, sugerindo uma cumplicidade perigosa que compromete a integridade das instituições.
Gonçalves expandiu o conceito de crime organizado, ressaltando que ele vai além do criminoso "com fuzil, com arma na mão", incluindo também o "colarinho branco". O deputado ainda alertou para a atuação do Governo do PT em tentar barrar a CPMI do INSS, e mencionou denúncias de que o filho do atual presidente estaria recebendo uma "mesada de R$ 300 mil". Ele concluiu reiterando que "Esse é o Governo do partido que não assinou a CPMI do Banco Master", levantando sérias questões sobre a transparência e o combate à corrupção em todas as esferas.
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