COMBATE AO ABUSO

Polícia Federal prende homem com 50 mídias de abuso sexual infantojuvenil em Buritizeiro

Representação de arquivo digital com conteúdo de abuso sexual infantil apreendido pela Polícia Federal.
Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão em Buritizeiro, no Norte de Minas. Foto: Polícia Federal/Divulgação

Homem de 24 anos foi preso em flagrante com fotos e vídeos de crianças. Crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) pode levar de um a quatro anos de reclusão.

A Polícia Federal desmantelou, nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026, uma operação de combate ao armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil em Buritizeiro, no Norte de Minas. A ação resultou na prisão em flagrante de um homem de 24 anos, que armazenava 50 mídias, entre fotos e vídeos com conteúdo sexual envolvendo crianças.

A descoberta ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, que revelou o acervo criminoso guardado em contas na internet entre 2022 e 2025. A dignidade e a segurança de crianças e adolescentes foram diretamente ameaçadas pela conduta do indivíduo, que agora enfrenta as consequências legais.

O suspeito poderá ser indiciado pelo crime previsto no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A legislação prevê pena de um a quatro anos de reclusão, além de multa, para quem armazena material de abuso sexual infantojuvenil. A decisão, embora ainda sujeita a recursos, marca um passo importante na proteção dos mais vulneráveis.

Esta iniciativa da Polícia Federal reforça o compromisso com a erradicação de crimes contra crianças e adolescentes. A corporação já realizou outra ação significativa nesta semana na região. Na última terça-feira, 23 de junho de 2026, um jovem de 22 anos foi preso em flagrante em São Francisco, também por armazenamento de material de abuso sexual.

Na ocasião, as investigações apontaram que o indivíduo detido em São Francisco armazenava fotografias e vídeos com cenas de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes. Somente em fevereiro de 2026, ele teria mantido 139 arquivos dessa natureza em servidores de armazenamento on-line. Durante a prisão, cerca de 1.600 mídias suspeitas foram encontradas no celular do investigado, evidenciando a gravidade e a escala do problema.

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