ALIANÇA CONTRA CRIME

Polícia Federal e Interpol avançam em aliança contra criminalidade na América do Sul

Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, em um evento.
Diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em evento.

Coalizão focará em tráfico de drogas, armas e pessoas. Brasil já retirou R$ 10 bilhões do crime organizado.

A Polícia Federal (PF) e a Interpol avançaram nas tratativas para estabelecer uma coalizão contra o crime organizado na América do Sul. A decisão foi comunicada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026, após reuniões em Évian-Les-Bains, na França. A iniciativa, que une os 12 países da região, tem como objetivo intensificar o combate ao tráfico de drogas, armas e pessoas, além de crimes ambientais, utilizando tecnologia, bases de dados compartilhadas e reforço de pessoal. A relevância reside no fortalecimento da segurança regional e no combate ao poderio financeiro de organizações criminosas.

A nova aliança terá como base operacional o escritório da Interpol em Buenos Aires, Argentina, e conta com a coordenação da PF e o envolvimento do Ministério da Justiça. Segundo Andrei Rodrigues, o Brasil tem demonstrado resultados expressivos nesse esforço, tendo retirado mais de R$ 10 bilhões do crime organizado no último ano. A parceria visa ampliar a capacidade de alcançar patrimônios ocultos no exterior e fortalecer a confiabilidade do sistema financeiro nacional.

Rodrigues também mencionou conversas com a Febraban e outras instituições financeiras brasileiras para integrar uma camada extra de confiabilidade ao sistema. A ideia é que agências financeiras possam consultar a base de dados da Polícia Federal, com o objetivo futuro de acessar informações da Interpol. Essa colaboração visa garantir maior controle e segurança no sistema financeiro.

O secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, destacou que a coalizão será fundamental para gerar informações de inteligência que apoiem as investigações na região, com suporte financeiro do Brasil. Ele enfatizou que a medida também se destina ao enfrentamento ao tráfico de pessoas, ampliando o escopo de atuação conjunta.

Em outra frente, Andrei Rodrigues informou sobre reuniões com representantes do governo suíço para designar um adido policial federal adjunto na Suíça. O cargo auxiliará o adido principal na cooperação policial e jurídica entre Brasil e Suíça, com expectativa de que a função seja preenchida ainda em 2026.

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