GOLPE DO FALSO POLICIAL

Polícia Civil do Rio Grande do Sul desarticula grupo que se passava por policiais para extorquir vítimas

Fardas e acessórios policiais falsos apreendidos em operação contra estelionatários.
Operação Falso Distintivo II da Polícia Civil do Rio Grande do Sul apreende materiais de criminosos que se passavam por policiais.

Operação Falso Distintivo II prende dois e apreende arma, munições e celular. Grupo aterrorizava e extorquia pessoas se passando por agentes.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) deflagrou a segunda fase da Operação Falso Distintivo II nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026. A ação investiga um grupo suspeito de cometer crimes de estelionato e extorsão, utilizando fardas e acessórios policiais para intimidar e extorquir vítimas em Porto Alegre. A investigação visa desarticular uma quadrilha que se aproveitava da autoridade simulada para cometer seus crimes, impactando diretamente a segurança e a dignidade dos cidadãos.

Durante a execução das medidas, um homem de 26 anos foi preso preventivamente. Outro indivíduo, de 43 anos, foi detido por posse irregular de arma de fogo. Em posse dos suspeitos, foram apreendidos uma arma, munições e um celular. A operação, conduzida pela Delegacia de Repressão ao Roubo de Veículos (DRV/DEIC), representa um avanço significativo no combate a crimes que exploram a confiança pública.

As investigações tiveram início após a primeira fase da operação, que revelou como um casal se utilizava de roupas e acessórios similares aos das forças policiais para intimidar, ameaçar e até agredir pessoas em locais públicos e estabelecimentos comerciais. Essa prática, além de configurar crime, causa grande abalo psicológico e sensação de insegurança na população.

Naquela oportunidade, os dois suspeitos foram presos em flagrante portando vestimentas policiais, algemas de uso restrito furtadas da instituição e um simulacro de arma de fogo. Eles responderam pelos crimes de usurpação de função pública, receptação qualificada e falsa identidade, atos que violam a confiança depositada nos agentes de segurança pública.

Aprofundando as apurações, a polícia descobriu que uma vítima de stalking procurou o casal buscando auxílio. Aproveitando-se da falsa identidade de policiais, os criminosos convenceram a vítima a não registrar boletim de ocorrência, prometendo proteção contra o suposto perseguidor. Essa conduta expôs a vítima a um risco ainda maior, utilizando-se de sua vulnerabilidade para perpetrar o golpe.

Conforme a investigação, o casal passou a simular ser o próprio agressor, enviando mensagens ameaçadoras à vítima enquanto cobravam valores pela suposta segurança. Em uma das ações, foram ao local de trabalho da mulher usando roupas que remetiam às da polícia, com o intuito de reforçar a falsa proteção. Essa tática de intimidação e extorsão demonstra o desrespeito pela dignidade humana e pela lei.

As diligências também indicaram a participação de um terceiro indivíduo, que compartilhava o mesmo modus operandi e cometia crimes semelhantes. A Polícia Civil confirmou, no entanto, que este homem não possuía qualquer vínculo com instituições policiais e já possuía antecedentes por porte ilegal de arma de fogo, reforçando o caráter criminoso da atuação do grupo.

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