VIOLÊNCIA URBANA

Passageiro é baleado dentro de ônibus durante confronto entre policiais e traficantes no Rio

Confronto entre policiais e traficantes do Comando Vermelho no Rio de Janeiro.
Traficantes do Comando Vermelho em confronto com a polícia durante operação na Zona Sul do Rio.

Um passageiro foi atingido na perna e liberado após atendimento hospitalar. Ação policial visava cumprir 44 mandados de prisão.

Um confronto entre traficantes do Comando Vermelho e policiais durante uma operação em uma comunidade na Zona Sul do Rio, nesta quarta-feira, 24/06/2026, resultou no baleamento de um passageiro de ônibus. A ação policial, que visava cumprir 44 mandados de prisão, intensificou a violência que já atinge o cotidiano de cerca de 4 mil moradores da comunidade Santa Marta.

O incidente afetou diretamente a rotina dos residentes. Relatos descrevem o impacto do tiroteio no dia a dia: "Meu filho de 12 anos acordou 5h50 para se arrumar para escola e começou a chorar desesperado que estava ouvindo tiro", contou a empresária Juliana Coelho. Turistas que visitavam um mirante para apreciar o nascer do sol também vivenciaram o momento de tensão. "Eu só ouvi os tiros. Parecia que era dentro de casa. A gente acorda assustado e, de repente, começa a ver um bando de polícia chegando", relatou o militar aposentado Marcelo Ramos.

Durante os intensos confrontos, um ônibus que trafegava próximo à comunidade foi atingido por disparos, e um dos tiros acertou a perna de um passageiro. A vítima foi levada a um hospital e posteriormente liberada. Além do ônibus, outros alvos dos tiros incluyeron prédios, carros, um posto de gasolina e uma igreja vizinha à comunidade, demonstrando o alcance e a periculosidade da troca de tiros. Como medida de segurança, escolas na região não funcionaram.

As investigações que levaram à operação apontaram a presença de pelo menos 30 fuzis em posse dos criminosos. Dos 44 mandados de prisão expedidos, 14 foram efetivamente cumpridos. O delegado Paulo Saback comentou sobre a situação: "O que a gente observou hoje, estando ali naquela região, é que a população não tem acesso aos serviços essenciais. Os direitos mínimos, os direitos fundamentais, os direitos humanos dessas pessoas são tolhidos pelas atividades criminosas." A decisão de realizar a operação reforça a necessidade de ações para garantir a segurança e os direitos básicos dos cidadãos afetados pela criminalidade.

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