ALICIANDO GERENTES

Operação Zero Trust desarticula grupo que aliciava gerentes para fraudes bancárias de R$ 500 milhões

Policiais da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, à Propriedade Imaterial e a Fraudes (CORF) da PCDF em operação contra fraudes bancárias.
Operação Zero Trust: Polícia Civil desarticula grupo suspeito de aliciar gerentes para aplicar fraudes financeiras.

Esquema criminoso tentava acessar sistemas bancários para aplicar golpes. Duas pessoas foram presas até o momento. Investigação segue sob sigilo.

Policiais da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, à Propriedade Imaterial e a Fraudes (CORF), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), deflagraram, nesta quinta-feira (9/7), a Operação Zero Trust. O objetivo é desarticular uma sofisticada organização criminosa suspeita de aliciar funcionários de instituições financeiras para obter acesso privilegiado aos sistemas internos de bancos e executar fraudes milionárias.

Ao todo, são cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão no Distrito Federal, em Goiás e no Maranhão. Duas pessoas foram presas até o momento por envolvimento no esquema. A instituição financeira à qual os gerentes estavam vinculados não foi informada pela PCDF.

A fraude, estimada em R$ 500 milhões, só não causou prejuízos à instituição financeira graças à atuação integrada da PCDF com a equipe de segurança do banco, que impediu a efetivação das transferências. O grupo cooptava gerentes bancários, que forneciam credenciais de acesso consideradas essenciais para permitir que integrantes da organização realizassem operações financeiras fraudulentas.

As investigações apontam para uma estrutura criminosa altamente organizada, composta por operadores técnicos, intermediadores, programadores e colaboradores internos. Evidências indicam o uso de softwares maliciosos, acesso remoto a dispositivos de gerentes, reuniões virtuais para planejamento e tentativas de burlar camadas de segurança bancária.

Além dos ataques tecnológicos, os criminosos investiram no aliciamento de funcionários com acesso privilegiado às plataformas bancárias, estratégia para superar os mecanismos tradicionais de segurança digital. As investigações seguem sob sigilo judicial para identificar outros integrantes, esclarecer fatos e responsabilizar todos os envolvidos.

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