VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS
Denúncia de estupro coletivo dentro de escola no Cabo de Santo Agostinho
Mães relatam abusos cometidos por alunos durante o intervalo letivo. A Polícia Civil investiga o caso e a prefeitura abriu procedimento administrativo.
A Polícia Civil investiga a denúncia de episódios de violência sexual dentro de uma escola municipal do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. Em relatos prestados à TV Globo, mães das duas estudantes envolvidas descreveram as agressões sofridas pelas jovens no ambiente escolar.
Segundo as declarações, os abusos ocorreram quando os estudantes abordaram as vítimas enquanto estavam sozinhas na sala de aula, durante o intervalo. De acordo com o depoimento de uma das genitoras, os agressores apenas interromperam as investidas quando o sino da escola tocou, sinalizando o retorno às atividades. Os fatos ocorreram em momentos distintos, sendo o primeiro em julho e o mais recente na segunda-feira (3).
Para proteger as vítimas, conforme estabelecido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), as identidades das alunas e da instituição não serão divulgadas. O impacto psicológico nas jovens é profundo, com relatos de medo, privação de sono e recusa alimentar, o que subverte a segurança que o ambiente educacional deveria oferecer.
A advogada Luanny Porto, que representa as famílias, aponta que os suspeitos são alunos do 9º ano. Ela sustenta que as denúncias foram levadas à direção da escola logo após os episódios, sem que houvesse uma resposta eficaz. Em nota, a prefeitura do Cabo de Santo Agostinho negou omissão e afirmou que todas as medidas administrativas e pedagógicas estão em curso, incluindo a abertura de um procedimento para apurar a conduta dos profissionais da unidade escolar.
O caso está sob responsabilidade da 14° Delegacia da Mulher, no bairro de Pontezinha. A defesa das famílias confirmou que as vítimas já foram encaminhadas ao Instituto de Medicina Legal (IML) para exames e recebem acompanhamento psicológico. O Conselho Tutelar acompanha a situação, e as jovens não retornaram às aulas desde terça-feira (4).
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