RECUPERAÇÃO FINANCEIRA FAMILIAR

Inadimplência cai em Natal e atinge menor nível para junho em 11 anos

Vista aérea da cidade de Natal, RN, focando na dinâmica urbana e comercial.
Dados do IFC indicam melhora na saúde financeira das famílias natalenses em 2026.

Famílias natalenses mostram maior organização com o orçamento, superando a média de capitais nordestinas e nacionais em indicadores de atraso de contas.

O Instituto Fecomércio RN (IFC) apurou que a inadimplência das famílias em Natal alcançou, em junho de 2026, o índice mais baixo para o período desde 2015, conforme dados divulgados nesta segunda-feira, 20. A decisão de monitorar esses indicadores, baseada na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), justifica-se pela necessidade de compreender a saúde financeira local e sua influência direta no consumo e na estabilidade das famílias potiguares.

O levantamento aponta que 23,2% dos lares declararam possuir dívidas em atraso em junho de 2026, um recuo expressivo na comparação com os 41,3% registrados no mesmo mês de 2025. Em números absolutos, 65,8 mil famílias encontram-se inadimplentes. Embora o índice tenha apresentado uma variação técnica de 0,5 ponto percentual sobre maio de 2026, a tendência anual de queda sugere uma melhora na capacidade de organização financeira e de quitação de débitos pendentes.

Este cenário de recuperação traz alívio ao cotidiano das famílias, permitindo maior margem para o consumo essencial e melhor acesso a novas linhas de crédito. Em Natal, o percentual de famílias endividadas também caiu para 82,7%, recuo de 3,1 pontos percentuais em relação a junho de 2025. A capital do RN apresenta desempenho superior à média do Nordeste e das capitais brasileiras, que registraram, ambas, 29,9% de inadimplência.

O cartão de crédito segue como a principal modalidade de dívida, mencionado por 83,3% dos entrevistados, seguido pelos carnês. Segundo o Instituto Fecomércio RN, dois terços das famílias natalenses possuem baixo nível de endividamento, o que sinaliza uma resiliência frente aos juros elevados, embora o total de 234 mil famílias endividadas ainda exija cautela constante no planejamento doméstico.

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