GUERRA NO ORIENTE

Trump ameaça destruir Irã em 1 dia se não aceitar cessar-fogo

Donald Trump em coletiva de imprensa, falando sobre a guerra no Irã e o ultimato de destruição.
O presidente norte-americano Donald Trump durante coletiva de imprensa, onde proferiu ameaças ao Irã.

Em 6 de abril de 2026, Trump deu prazo para acordo. Ataques podem atingir infraestrutura vital e forçar controle dos EUA no Estreito de Ormuz.

Em uma escalada retórica dramática na guerra contra o Irã, o presidente norte-americano Donald Trump alertou nesta segunda-feira (6 de abril de 2026) que o país persa poderá ser "destruído em menos de um dia" caso não aceite um cessar-fogo. A declaração, feita durante entrevista a jornalistas, estabelece um ultimato rigoroso: Teerã tem até terça-feira (7 de abril de 2026), às 21h (horário de Brasília), para firmar um acordo que encerre o conflito. A ameaça não apenas intensifica a tensão global, mas também coloca em jogo a infraestrutura iraniana, a vida de milhões de pessoas e o controle de uma rota marítima vital para o comércio internacional.

"Estamos indo muito bem. Em um nível que ninguém nunca viu antes. O país inteiro poderia ser destruído em uma noite. E essa noite pode ser amanhã à noite", enfatizou Trump, deixando claro o prazo iminente para a resposta iraniana. A retórica pesada visa pressionar Teerã a ceder às demandas de Washington.

Na ausência de um acordo "satisfatório" para os Estados Unidos, o líder republicano detalhou as consequências devastadoras: o Irã sofrerá ataques massivos contra pilares estratégicos de sua infraestrutura, incluindo plantas energéticas e pontes. Trump declarou abertamente sua intenção de fazer o país "voltar à idade da pedra", estimando que uma reconstrução completa levaria mais de duas décadas. Tal devastação implicaria um custo humano e econômico incalculável, transformando a vida de milhões de cidadãos iranianos e alterando drasticamente a dinâmica regional.

Entre as condições indispensáveis para um cessar-fogo, Trump destacou a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz. Ele propôs que os Estados Unidos assumissem a administração da via marítima, impondo uma taxa de pedágio aos navios que por ali transitarem. Esta medida, se implementada, alteraria significativamente o controle de uma das rotas mais cruciais para o transporte de petróleo global.

"Eu preferiria fazer isso a deixar que eles ficassem com isso. Por que deveríamos? Nós somos os vencedores. Nós vencemos. Eles foram derrotados militarmente", argumentou o presidente, sublinhando a percepção de vitória dos EUA no conflito e a reivindicação de controle sobre recursos estratégicos.

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