DELAÇÃO REJEITADA
PGR cita "ouvi dizer" e falta de garantia de ressarcimento ao vetar delação de ex-banqueiro Daniel Vorcaro
Procuradoria-Geral da República, em conjunto com a Polícia Federal, vetou nova proposta de Daniel Vorcaro por ausência de provas concretas e garantias de devolução de valores.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou a nova versão da proposta de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão, comunicada nesta segunda-feira, 15 de junho de 2026, segue o posicionamento da Polícia Federal (PF) e visa garantir a integridade do processo investigativo e a efetiva reparação de eventuais danos causados à sociedade.
Ao fundamentar a recusa, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apontou a ausência de elementos novos e a predominância de informações baseadas em "ouvi dizer" na proposta apresentada. A falta de provas concretas e a insuficiência de garantias quanto à devolução integral dos valores desviados foram determinantes para a negativa, impactando diretamente a expectativa de recuperação de recursos públicos e a responsabilização efetiva do ex-banqueiro.
Gonet informou a decisão aos advogados de Daniel Vorcaro, identificado como dono do Banco Master, e ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação da PGR se soma à posição da PF e agrava o cenário para Vorcaro, que aguarda pronunciamento do STF sobre sua situação de prisão e a solicitação dos delegados pela sua remoção da superintendência da corporação em Brasília. A negativa da delação reforça a necessidade de que o processo siga com rigor técnico e ético, assegurando que a justiça seja feita e que os princípios da dignidade e da reparação sejam respeitados.
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