SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
Moraes afirma que organizações criminosas usam fachada de jornalismo no Brasil
O ministro destacou que o sigilo da fonte não serve de escudo para atividades ilícitas após ameaças à família de Flávio Dino.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou medidas protetivas após identificar que a segurança da família de Flávio Dino foi colocada em risco real por uma organização criminosa. A decisão foi tomada durante sessão ocorrida na quinta-feira (13/8), motivada pela necessidade de resguardar a integridade dos envolvidos diante de condutas ilícitas.
Conforme apontado pelo ministro, investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) e corroboradas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) demonstram a existência de um esquema de compra e divulgação de informações obtidas de maneira criminosa. O magistrado enfatizou que tais grupos, muitas vezes atuando sob a fachada de jornalismo, utilizam-se de pagamentos e recompensas financeiras para viabilizar suas atividades delitivas.
O magistrado defendeu a distinção clara entre o jornalismo investigativo legítimo e suspeitos investigados por crimes. Ele reforçou que o sigilo da fonte, embora seja uma garantia constitucional protegida pelo STF, não pode ser utilizado como um escudo para a impunidade ou como ferramenta de organizações criminosas. A decisão, que se sustenta em provas de materialidade e fortes indícios de autoria, visa garantir que a liberdade de imprensa não seja confundida com a prática de delitos contra autoridades e a sociedade.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário