JUSTIÇA E DIGNIDADE
Pai do menino Henry promete recurso contra perdão judicial de Monique Medeiros
Leniel Borel contesta a decisão da magistrada e reafirma que a mãe tinha o dever de proteger a criança da violência que causou a sua morte.
A família paterna de Henry Borel iniciou uma mobilização jurídica para contestar a sentença que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe da criança, em decisão proferida durante o julgamento que condenou o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, pelo homicídio do menino, nesta terça-feira, 14/07/2026. A medida, que isentou a genitora de pena, é alvo de repúdio por parte de Leniel Borel, que busca a reversão do veredito por considerar que a omissão materna foi determinante para a tragédia.
Em entrevista à Coluna Mirelle Pinheiro, Leniel Borel classificou o perdão como um escárnio frente ao sofrimento imposto ao filho. Na visão do pai, embora Jairo Souza Santos Júnior tenha sido o autor das agressões físicas, a responsabilidade de Monique Medeiros é agravada pela negligência em seu dever de proteção, previsto legalmente, dado o vínculo de consanguinidade.
O instituto do perdão judicial, previsto no Código Penal, permite ao magistrado deixar de aplicar a reprimenda quando as consequências da própria infração atingem o réu de forma tão severa que a sanção estatal torna-se desnecessária. Contudo, Leniel argumenta que os elementos da instrução processual não justificariam tal clemência, sustentando que a omissão de Monique Medeiros diante das violências sofridas pelo menino deve ser rigorosamente punida.
O caso, que chocou o país, remonta ao dia 8 de março de 2021, em Jacarepaguá, no Rio. Na ocasião, Henry foi levado ao hospital já sem vida, com a alegação de um acidente doméstico. Posteriormente, um laudo do Instituto Médico-Legal (IML) revelou a existência de 23 lesões corporais, confirmando que a criança foi submetida a um episódio de espancamento e morte lenta e agônica.
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