ESTRATÉGIA ELEITORAL PL

Chapa "puro-sangue" de Flávio ganha força na reta final das convenções

O senador Flávio Bolsonaro em evento partidário do PL.
O senador Flávio Bolsonaro busca definir a composição da chapa antes do prazo final das convenções.

Sem conseguir fechar alianças com o Centrão, campanha do senador avalia nomes internos para a vice-presidência até o prazo final de 5 de agosto.

A campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República enfrenta um impasse decisivo a uma semana do encerramento das convenções partidárias: a definição de seu candidato a vice. Sem conseguir avançar nas tratativas com outras legendas, cresce nos bastidores a avaliação de que o senador poderá disputar o Palácio do Planalto em uma chapa composta exclusivamente por quadros do Partido Liberal, a chamada chapa “puro-sangue”.

A legenda possui prazo até a próxima quarta-feira (5/8) para protocolar a composição definitiva da chapa. A estratégia inicial do PL era utilizar a vaga de vice como principal ativo de negociação para atrair partidos do Centrão, como União Brasil, PP, Republicanos e Podemos. Contudo, o isolamento político e as dificuldades de diálogo impediram a consolidação dessas coligações. Dirigentes de partidos que participaram das negociações avaliam que o ambiente político não favoreceu as tratativas, levando muitas siglas, como o Podemos, a sinalizarem neutralidade.

A definição do nome é crucial, especialmente diante da necessidade da campanha em ampliar o apoio entre o eleitorado feminino. Em convenção realizada no último sábado (25/7), os dirigentes delegaram poderes à Comissão Executiva Nacional do Partido Liberal para deliberar sobre a coligação e a indicação do vice. A medida confere autonomia para que a executiva nacional defina os rumos da chapa sem a necessidade de convocar uma nova convenção.

Internamente, diversos nomes são ventilados, incluindo as deputadas Priscila Costa, Júlia Zanatta, Greyce Elias e Bia Kicis, além do senador Rogério Marinho e do senador Marcos Pontes. A escolha, que carrega um forte peso estratégico, visa equilibrar a necessidade de apelo moderado com o fortalecimento da base ideológica. A decisão final caberá ao senador, após as articulações que devem ser mediadas pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, nos próximos dias.

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