STF decide que governo do RN deve pagar com correção os salários em atraso desde 2016
MINISTRA CARMEM LÚCIA MANTEVE CORREÇÃO DOS SALÁRIOS ATRASADOS DESDE 2016
Sindicatos representativos de categorias dos servidores públicos estaduais estão conseguindo, na Justiça, condenações para que o governo do Rio Grande do Norte promova correção monetária nos pagamentos de salários em atraso desde 2016. Em entrevista concedida ao jornal Tribuna do Norte e publicada nesta terça-feira, 02, a advogada do Sindicato dos Servidores em Saúde do Estado do Rio Grande do Norte (Sindsaúde-RN), Adonyara Azevedo Dias, exemplificou que “não cabe mais recursos” contra decisão mais recente da ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo ao Poder Executivo. O Estado tentou reverter mandado de segurança concedido pelo Tribunal de Justiça, para que seja feita a correção monetária dos salários que não são pagos após o último dia de cada mês, como determina a Constituição Estadual.
Franklin de Assis informou que, no momento, não é possível se fazer uma estimativa do valor a ser pago de atraso aos servidores da saúde, porque depende do nível salarial de cada um. Ele ressalva que servidores de nível básico e intermediário têm a receber do Estado, mas o maior impacto é com relação aos servidores de nível superior, que recebem acima de R$ 5 mil. “O valor é impossível de mensurar agora, porque a gente sabe o número de sócios que nós temos, só que essa sentença não é só para os associados do Sindsaúde, é para todos os servidores ativos e aposentados da saúde”, declarou Assis.
A secretária estadual da Administração e Recursos Humanos (SEARH), Virgínia Ferreira, informou que não tem como avaliar juridicamente a questão, porque todas as demandas judiciais são encaminhadas para a Procuradoria Geral do Estado (PGE): “A administração cumpre as decisões, depois do aval da Procuradoria”. A TRIBUNA DO NORTE também procurou o procurador geral do Estado, Luiz Antonio Marinho, o qual informou “está analisando a decisão” da ministra, de 7 de fevereiro e só publicada dia 27 de março.
O presidente do Sindicato dos Servidores da Administração Indireta do Estado (Sinai-RN), Santino Arruda, confirmou que a categoria conseguiu, judicialmente, uma determinação para que o Estado pague as diferenças salarias com correção monetária e disse que aguarda para os próximos dias um pronunciamento da PGE a respeito do cumprimento da sentença judicial.
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